Reduzido o número de empresas a privatizar em 2026
Luanda - A Comissão Interministerial para o Programa de Privatizações reduziu de 49 para 10 os activos a privatizar no ano em curso, de acordo com decisão tomada, esta terça-feira, em Luanda, em reunião orientada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
De acordo com informação divulgada no final da reunião, os dez activos a privatizar Angola Telecom, Endiama, Nova Cimangola, Standard Bank Angola, TAAG, Unitel, Grupo Média Nova, TV Zimbo, Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial e a participação do Estado no Banco Comercial Angolano.
A informação adianta que o Standard Bank, Unitel e Grupo Média Nova estão com os processos de privatização adiantados e devem ser concluídos ainda este ano.
Entre as empresas excluídas, destaque para a Sonangol, que está a preparar a sua entrada na bolsa, um processo que, segundo a comissão, deve exigir um período superior ao estabelecido para a conclusão do Programa de Privatizações (PROPRIV).
As empresas Edipescas Luanda e Edipescas Namibe, do ramo das pescas, vão ser extintas e não poderão fazer parte do PROPRIV.
Segundo se soube, um conjunto de empresas que fazem parte do processo ligado a hotéis vão ser alienadas fora do PROPRIV.
A comissão também decidiu que todas as empresas do segmento de modalidades industriais devem ser excluídas do PROPRIV, pelo facto de representarem um património que não garante a possibilidade de alienação de sociedade.
A Comissão Interministerial esclarece que o facto de o PROPRIV ficar concluído, até finais do corrente ano, não significa que outros activos, que não constem do plano de privatizações, não venham a ser vendidos ou entregues à gestão de entidades privadas.
O PROPRIV visa promover condições mais favoráveis à iniciativa privada, investimento privado e aquisição de conhecimentos e competências específicas para a reestruturação e redimensionamento do sector empresarial público.