INVESTIMENTO

Investimento suíço em Angola atingiu os USD 9 mil milhões

Participantes no Swiss Business Council e AIPEXImagem: DR

07/02/2026 13h14

Luanda - O investimento suíço em Angola atingiu, no último ano, os nove mil milhões de dólares, um sinal de que as trocas comerciais entre os dois países estão num ritmo de crescimento, mas que ainda tem muito por avançar.

A afirmação é do embaixador em Angola, Lukas Gasser, que, na quinta-feira, em Luanda, prestigiou um evento, em que participou o presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), Arlindo das Chagas Rangel.

Este valor, segundo o diplomata suíço, citado pelo Jornal de Economia & Finanças, coloca o país entre os 20 maiores investidores em Angola, tanto no sector Petrolífero como fora deste, ou seja, trata-se de um Estado que está entre os maiores investidores do mundo com um volume de investimento estrangeiro acumulado na ordem dos 1.340 mil milhões de dólares, ficando apenas atrás das grandes economias do mundo como os Estados Unidos, China, e alguns grandes países europeus.

O volume de investimento em África triplicou nos últimos 15 anos, tendo depositado cerca de 14 mil milhões de dólares. O país europeu está presente com mais 450 empresas no continente.

Dupla tributação

A Suíça quer que Angola acelere com o processo de ratificação do acordo que os dois Estados assinaram, com intuito de evitar a dupla tributação das suas empresas que se encontram fixadas no território nacional.

O embaixador Lukas Gasser disse que esse acordo já foi ratificado em 2025 pelo Parlamento suíço e agora espera-se a mesma ratificação por parte do Parlamento angolano para a atracção de maior número de investidores e assim dinamizar as trocas comerciais.

Trata-se de um instrumento assinado em 2023 pelo Estado angolano, representado pela ministra das Finanças, Vera Daves, e da parte do Estado suíço por Lukas Gasser. O diploma tem como finalidade evitar a dupla tributação de rendimento que reforça a segurança jurídica para as empresas suíças em Angola.

O diplomata, que intervinha quinta-feira, durante a abertura do encontro realizado pela Swiss Business Council e a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) para debater sobre ‘Perspectivas de investimento em Angola em 2026’, projecta que as trocas comerciais entre os dois Estados sejam significativamente maiores nos próximos tempos, fortalecendo, assim, as relações económicas e, em particular, promover o desenvolvimento em Angola.

Confiança

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da AIPEX, Arlindo das Chagas Rangel, informou que o país tem condições suficientes para atrair investimento estrangeiro, uma vez que oferece estabilidade política, económica, social e população jovem.

Arlindo Chagas foi o convidado da II edição do Swiss Talks, que contou com a presença de personalidades dos sectores Financeiro e Empresarial, entre outros convidados.

Durante a sessão dedicada à análise do papel da AIPEX na promoção e captação do investimento privado em Angola, a questão do capital humano angolano foi também discutida. Segundo o PCA da AIPEX, a mão-de-obra já não é um problema para quem vem investir em Angola.

As empresas em Angola podem admitir 30 por cento de mão-de-obra estrangeira, mas segundo o gestor da AIPEX, o que se assiste na prática é apenas cinco por cento, porque encontram alternativas no país e porque as empresas estão preocupadas também com a estrutura de custo.

 

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