BAD disponível para apoiar Angola a desenvolver Corredor do Lobito e projectos de industrialização
08/02/2026 11h50
Luanda - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) reafirmou a sua disponibilidade para apoiar Angola a desenvolver o Corredor do Lobito e novos projectos de agro-processamento e industrialização.
A informação foi prestada pelo vice-presidente para o sector Privado, Infra-estruturas e Industrialização do BAD, Salomon Quaynor, no final de um encontro com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, realizado esta sexta-feira, em Luanda.
Salomon Quaynor anunciou que uma equipa técnica do BAD visita Angola, até meados de Março próximo, visando trabalhar com as autoridades na concepção de ideias para as zonas de processamento agro-industrial.
De acordo com o Portal do Governo de Angola, o vice-presidente informou que o banco tem em carteira outros projectos estruturantes, entre os quais iniciativas no Porto de Luanda, que deverão avançar em breve.
O BAD pretende igualmente partilhar experiências bem-sucedidas de outros países africanos, de modo a apoiar Angola na conceptualização e implementação de zonas de processamento agro-industrial.
Na oportunidade, Salomon Quaynor disse que o encontro serviu também para alinhar os diferentes parceiros e os Estados-membros que integram o Corredor do Lobito, nomeadamente Angola, Zâmbia e a República Democrática do Congo, sublinhando que a abordagem vai além da linha férrea e abrange programas e investimentos estruturantes ao longo do corredor.
Entre os projectos apoiados pelo BAD, o vice-presidente destacou um que foi recentemente aprovado, avaliado em mais de 200 milhões de dólares, destinado ao desenvolvimento da cadeia de valor de cereais ao longo do Corredor do Lobito, com especial enfoque nas culturas do arroz e do trigo, consideradas estratégicas.
O BAD também realiza investimentos no sector privado, em que se destaca a parceria com a empresa Mota Engil, que está a apoiar a estruturação de investimentos ligados ao Corredor do Lobito.
Salomon Quaynor frisou ainda que o BAD tem investimentos nos países que integram o corredor, que complementam os esforços dos respectivos Estados-membros, reforçando a integração regional e o impacto económico do projecto.
Relativamente ao financiamento de projectos, esclareceu que o Banco não enfrenta limitações financeiras específicas.
Porém, segundo o vice-presidente, o apoio depende essencialmente da qualidade e maturidade dos projectos apresentados.
O responsável acrescentou que o BAD está aberto a trabalhar com diversos actores, incluindo o sector privado e o Fundo Soberano de Angola, avaliando caso a caso a melhor forma de apoiar a materialização dos projectos estratégicos para o desenvolvimento económico do país.