FINANçAS
Instituições financeiras da SADC projectam criação de banco
12/02/2026 13h45
Luanda - As instituições financeiras de desenvolvimento da região da SADC pretendem criar um banco regional com uma capitalização inicial de 2,5 biliões de dólares, para superar a escassez de capital e impulsionar a integração económica.
O facto foi revelado pelo presidente da comissão executiva do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), João Quintas, à saída de reunião que o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, manteve esta quarta-feira, em Luanda, com as chefias executivas das instituições financeiras de desenvolvimento da SADC.
O encontro com José de Lima Massano ocorreu à margem do Fórum de Directores das Instituições Financeiras de Desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre de 09 a 13 do corrente mês, em Luanda.
João Quintas reconheceu que as instituições financeiras de desenvolvimento ainda enfrentam problemas de capital, realidade que reforça a necessidade de criação de uma plataforma comum de angariação de fundos.
Reconheceu a necessidade de integração regional, de modo a permitir que cada instituição financeira possa financiar projectos fora do seu país de origem.
Durante o encontro, o ministro de Estado e os directores executivos abordaram questões ligadas ao fórum, a decorrer sob o lema “O Desbloqueio do futuro de África: o papel das Instituições Financeiras de Desenvolvimento para a Integração Regional e o crescimento sustentável.
O evento reúne decisores e especialistas para debater temas ligados ao financiamento de projectos estruturantes, integração de mercados, sustentabilidade económica e desenvolvimento de infra-estruturas para a integração regional, promovendo a partilha de boas práticas e alinhamento institucional entre os países membros da SADC.
O fórum é organizado pelo Centro de Recursos Financeiros para o Desenvolvimento da SADC, em parceria com o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), visando reforçar a importância da cooperação regional e o intercâmbio de experiências entre instituições congéneres, num contexto em que os desafios económicos e sociais globais exigem respostas coordenadas, instrumentos financeiros adequados e visão de longo prazo.