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Obras da futura barragem do Bero executadas em 12 por cento

Obras em curso na construção da futura barragem do Bero, na província do Namibe
Obras em curso na construção da futura barragem do Bero, na província do Namibe Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 14h16 02/03/2026 - Actualizado às 14h16 02/03/2026

Luanda – As obras da futura barragem do Bero, na província do Namibe, estão com uma execução física de 12 por cento, e deverão estar concluídas em Março de 2028, revela uma nota do Ministério da Energia e Águas.

Iniciadas em Março de 2025, a futura barragem visa reforçar, de forma sustentável, a disponibilidade de água para consumo humano, agricultura e dinamização económica regional, tornando-se um pólo estruturante para atracção de investimento, expansão de negócios e geração de emprego.

A infra-estrutura terá uma capacidade de armazenamento estimada em 81,4 milhões de metros cúbicos de água, podendo irrigar cerca de mil 417 hectares de terras aráveis e contribuir para o aumento da produção agrícola, reforço da segurança alimentar e desenvolvimento do sector agro-pecuário.

Segundo o comunicado, a barragem fortalecerá o sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, com impacto directo na cidade de Moçâmedes, para alinhar com a política nacional de universalização do acesso à água e promovendo melhorias na saúde pública e qualidade de vida.

A empreitada integra igualmente uma forte componente social, assegurando a absorção directa de cerca de cinco mil e 500 jovens, revela o Ministério da Energia e Águas no seu comunicado.

Recorde-se que, no quadro do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), coordenado pelo Ministério da Energia e Águas, decorre ainda a recuperação de 43 barragens nos municípios da Bibala, Camucuio, Cacimbas, Lucira, Sacomar, Moçâmedes e Virei, bem como a projecção de cinco novas infra-estruturas hidráulicas nas bacias do Giraul, Curoca, Bentiaba, Inamangando e Carunjamba, localidades da província do Namibe.

O PCESSA está projectado para beneficiar mais de dois milhões de cidadãos nas províncias do Cunene, Namibe e Huíla, até 2027, assegurando o armazenamento de cerca de 600 milhões de metros cúbicos de água e irrigação de mais de 46 mil hectares.

O programa projecta ainda a implementação de cerca de 90 mil ligações domiciliárias, três mil e 200 chafarizes e 125 chimpacas, reafirmando o compromisso do Executivo com a sustentabilidade, resiliência climática e desenvolvimento inclusivo no Sul de Angola.

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