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Investimentos petrolíferos acima dos 70 mil milhões de dólares

Sector petrolífero em Angola (Arquivo)
Sector petrolífero em Angola (Arquivo) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h42 03/03/2026 - Actualizado às 10h42 03/03/2026

Luanda - O sector Petrolífero angolano projecta captar, nos próximos cinco anos, investimentos de até 70 mil milhões de dólares.

O valor representa uma média anual entre 14,5 e 15 mil milhões de dólares.

A depender de novas descobertas, o sector de Petróleo e Gás prevê investimentos acima do valor avançado, mas também garante que está a trabalhar afincadamente para manter a produção acima de um milhão de barris/dia.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Paulino Jerónimo, esta projecção mantém um alinhamento com as estimativas anuais apresentadas pelo Governo.

Em 2026, disse, o OGE projecta uma produção de 1,05 milhões de barris, depois de ter concretizado 1,03 milhões em 2025.

Em entrevista concedida ao Jornal de Economia & Finanças, Paulino Jerónimo revelou que a Concessionária Nacional, entre 2019 e 2025, licitou 64 concessões, depois de nove anos sem processos similares.

O plano é avançar com mais nove concessões, em negociação, para chegar-se ao total de 73 concessões e manter o país na meta de produzir acima de um milhão de barris/dia e vencer os níveis actuais de declínio que se estima entre 15 e 16 por cento.

Novas descobertas

O gestor máximo da ANPG fez saber que, neste momento, o país coloca, anualmente, para a produção nacional, 50 a 70 mil barris, o que permite manter a produção anual dos últimos anos, sobretudo desde 2022.

Todo este ambiente é visto como positivo, num sector que é desafiado a manter ou aumentar os 30 mil postos de trabalho já garantidos até aqui. Destes empregos gerados, 87 por cento representa a presença angolana no sector.

Paulino Jerónimo lembra que, para todo este ambiente positivo, as respostas céleres do Governo têm sido fundamentais.

Por exemplo, as reformas legislativas operadas pelo Governo assim como a decisão de o país deixar a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) são parte destes incentivos.

Relativamente ao conteúdo local, o PCA da ANPG entende que as empresas operadoras, 100 por cento nacionais, têm direito à exclusividade no negócio numa quota de 12 a 13 por cento e não 2,0 por cento como se tem ouvido de alguns círculos de opinião.

Transição energética

Paulino Jerónimo disse, em relação à transição energética, que esta opção não nega a produção de petróleo e gás natural.

A transição energética, apenas, obriga a que o país introduza um novo tipo de fonte de geração de electricidade.

“Se olhar para Angola, somos já um bom exemplo”, frisou.


 

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