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Angola quer mais investimentos para reforçar Corredor do Lobito

O PIB, no último trimestre de 2025, teve um crescimento acima da média
O PIB, no último trimestre de 2025, teve um crescimento acima da média Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h37 07/03/2026 - Actualizado às 13h37 07/03/2026

Luanda - Angola continua, neste momento, a procurar por mais parcerias de investimentos para desenvolver as infra-estruturas, sobretudo logísticas, ao longo do Corredor do Lobito.

De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, citado pelo JA Online, o Corredor do Lobito é, de facto, um projecto estruturante. Nele, disse, o Governo trata apenas da componente angolana, já que o mesmo integra três países: Angola, RDC e Zâmbia, enquanto beneficiários mais directos.

Ainda assim, o chefe da equipa económica do Governo não deixou de reconhecer o facto de existir, neste importante projecto, que é o Corredor do Lobito, o envolvimento e apoios directos de entidades norte-americanas, da União Europeia e também africanas, com realce para instituições multilaterais do continente, que também estão a colocar capital no estratégico Corredor de desenvolvimento.

“O Corredor vai ter, em pleno funcionamento, esta vantagem de não apenas promover desenvolvimento lá onde o traçado se encontra, mas a tudo o que é subjacente, particularmente as comunidades, que terão mais oportunidades", sublinhou.

Indicou que "do lado de Angola, estamos a desenvolver um conjunto de plataformas logísticas para apoiar a produção. A primeira dessas plataformas é a Caála, que tem o apoio do Banco Mundial, e estamos activamente à procura de outros investidores para as demais plataformas que são desenvolvidas ao longo do Corredor. Depois, como é sabido, na plenitude, teremos o Corredor a ligar o Atlântico e o Índico e, do ponto de vista do comércio internacional, teremos canais mais competitivos para continuar a promover intensidade e solidez nas trocas comerciais internacionais”, afirmou o líder da Equipa Económica.

Empresários portugueses

Relativamente à cooperação, o ministro de Estado disse que tem sido das melhores, a todos os níveis.

Informou que que no plano político, Angola e Portugal têm um conjunto de instrumentos jurídicos que funcionam e que permitem criar também um ambiente favorável para o desenvolvimento de relações económico-financeiras. "Do lado empresarial, a evolução tem sido boa também. Em Angola, há um número considerável de empresas portuguesas a operar, a contribuir e a criar empregos", referiu.

O PIB, no último trimestre de 2025, teve um crescimento acima da média, mesmo a regional. José de Lima Massano enfatizou o sector Não-Petrolífero, que cresceu acima de 7,0%.

No global, disse, a economia cresceu a 5,7 por cento no quarto trimestre de 2025. Esse crescimento concorre com o conjunto de reformas que temos estado a fazer, mas também o compromisso, o engajamento de muitas empresas, incluindo as portuguesas que operam em Angola.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica participou, sexta-feira, em Lisboa, Portugal, na Conferência promovida pelo Jornal de Negócios “Radar África”, que abordou sobre os desafios e oportunidades em Angola.

Cooperação com Portugal prioriza três áreas cruciais

A cooperação entre Angola e Portugal mantém-se focada no reforço de sectores estratégicos da diversificação da economia em curso, nomeadamente a Segurança Alimentar, Indústria Transformadora e o Turismo.

 

Este posicionamento foi expressa em Lisboa, capital da República Portuguesa, na quinta-feira, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica.

José de Lima Massano manteve encontros com o secretário da Economia, João Rui Ferreira, e o secretário de Estado adjunto do Orçamento, José Maria de Brito.

Durante os encontros, o ministro de Estado destacou o processo de transformação económica em curso no país, marcado pelo reforço da produção interna e pela aposta em sectores não petrolíferos.

O governante considerou que a cooperação com Portugal pode desempenhar um papel relevante, tendo em conta a experiência das empresas deste país no sector agro-alimentar, na transformação industrial e no desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à produção.

Outro sector identificado como prioritário foi o do Turismo, tendo sublinhado o elevado potencial existente em Angola, resultante da vasta diversidade natural, do património cultural e da extensão da costa atlântica, factores que posicionam o país como um destino emergente em África.

Nos dois encontros, foram enaltecidos, igualmente, a importância das relações históricas e culturais entre Angola e Portugal, consideradas um factor de confiança para o reforço das parcerias económicas e empresariais. Foi reiterado o interesse comum em aprofundar o diálogo e identificar novas oportunidades de cooperação que contribuam para o desenvolvimento económico sustentável dos dois países.


 

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