Banco Mundial e parceiros aprovam USD 1,1 mil milhões
Luanda - A representação do Banco Mundial em Angola anunciou, sexta-feira, a aprovação de um empréstimo total de 1,1 mil milhões de dólares para apoiar a agenda de reformas estruturais em curso no país e os esforços de diversificação da economia, promoção do crescimento inclusivo e intensificação da criação de empregos.
De acordo com a nota enviada ao Jornal de Angola, o Conselho de Direcção do Banco Mundial e o Conselho de Direcção da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) aprovaram a primeira de uma série de operações destinadas a apoiar a ambiciosa agenda de reformas estruturais de Angola e os seus esforços para diversificar a economia, promover o crescimento inclusivo e intensificar a criação de emprego, em particular para a numerosa população jovem.
O documento indica que a operação compreende um Empréstimo de Política de Desenvolvimento no montante de 750 milhões de dólares e uma Garantia Baseada em Políticas no valor de 240 milhões de dólares, complementada por uma garantia de segunda perda da MIGA.
Em conjunto, estas garantias viabilizam um empréstimo comercial de 400 milhões de dólares, elevando o pacote financeiro total para aproximadamente 1,1 mil milhões de dólares.
De forma integrada, estes instrumentos financeiros, aliados ao conhecimento técnico de todo o Grupo Banco Mundial, visam maximizar os resultados de desenvolvimento para Angola, ao mesmo tempo que contribuem para a preservação da sustentabilidade da dívida e para a mobilização de capital privado.
O documento realça que esta operação de política de desenvolvimento reflecte a sólida parceria entre o Banco Mundial e o Governo de Angola no avanço de reformas destinadas a promover o crescimento inclusivo, fortalecer a sustentabilidade fiscal e o capital humano, bem como proteger as populações mais vulneráveis.
“Ao apoiar políticas que reforçam a gestão das finanças públicas, ampliam a transparência e promovem oportunidades de geração de emprego lideradas pelo sector privado, esta operação contribui para estabelecer as bases de um desenvolvimento mais resiliente, sustentável e equitativo”, afirma o director de Divisão do Banco Mundial para a República Democrática do Congo, Angola, Burundi e São Tomé e Príncipe, Albert Zeufack.
A operação vai contribuir, igualmente, para o desenvolvimento do Corredor do Lobito, uma iniciativa estratégica de infra-estrutura que liga a Zâmbia e a República Democrática do Congo ao Porto do Lobito, em Angola. Espera-se que esta iniciativa mobilize investimento directo estrangeiro, promova a criação de empregos de maior qualidade, impulsione um crescimento económico mais diversificado e fortaleça a integração regional.
As duas garantias proporcionarão ao Governo de Angola espaço fiscal adicional para investir nas suas prioridades de desenvolvimento, por meio de uma operação de troca de dívida por desenvolvimento (debt-for-development swap).
“Este mecanismo prevê o pré-pagamento de dívida comercial onerosa com recursos provenientes de um empréstimo comercial garantido e contratado em condições competitivas, contribuindo assim para a redução dos custos do serviço da dívida e para o reforço da sustentabilidade”, refere a nota.