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Angola pretende transformar água em pilar de transição energética

Embaixadora Balbina da Silva
Embaixadora Balbina da Silva Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h41 13/03/2026 - Actualizado às 10h41 13/03/2026

Luanda - Angola pretende transformar a água num pilar de transição energética e num fundamento sólido para o desenvolvimento sustentável, declarou, quinta-feira, em Madrid, a embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária de Angola no Reino de Espanha, Balbina da Silva.

A diplomata intervinha na feira IMEX Madrid 2026, onde apresentou a visão de Angola sobre o tema: “A Água como Motor de Oportunidades Internacionais, Inovação e Sustentabilidade”, avança uma nota enviada ao JA Online.

Enquanto discursava, segundo notícia do JA Online, defendeu que a água deve ser entendida como uma ponte de cooperação e base de soluções partilhadas, uma vez que se pode tornar num instrumento de integração regional e o país possui um vasto potencial hídrico, dotado de uma extensa costa atlântica e de uma rede hidrográfica robusta, essencial para o desenvolvimento económico e social.

Para a embaixadora, esta aposta pode servir como uma oportunidade como vector de cooperação internacional, motor de diversificação económica, catalisador de inovação, além de constituir um elemento crucial para a estabilidade, sobretudo num contexto global marcado pelas alterações climáticas, pela insegurança alimentar e pela necessidade de transição energética.

Por outro lado, destacou os investimentos realizados na modernização dos sistemas de irrigação, no reforço das infra-estruturas de abastecimento e saneamento e na implementação de soluções tecnológicas que promovem maior eficiência na gestão dos recursos hídricos como o caso da Barragem de Laúca, marco nacional na produção de energia limpa e renovável.

Recordou, também, que, em várias regiões do mundo, a gestão da água tem sido motivo de tensão, sublinhando, porém, que a cooperação internacional e a gestão partilhada de bacias hidrográficas representam caminhos seguros para a paz, para um desenvolvimento sustentável e reiterando o compromisso de Angola com a protecção das bacias hidrográficas, a expansão do acesso à água potável, saneamento básico e a implementação de medidas de adaptação às alterações climáticas.

Balbina da Silva mencionou, igualmente, patrimónios naturais de referência nacionais como o Rio Kwanza, fundamental para a produção de energia eléctrica e para o abastecimento de populações e actividades económicas, o Rio Cunene, símbolo de cooperação transfronteiriça, e as Cataratas de Kalandula, que evidenciam o valor ecológico e turístico associado à gestão sustentável da água.

Por fim, manifestou confiança de que a IMEX Madrid 2026 permitirá abrir novas vias de colaboração, fortalecer relações económicas bilaterais e gerar projectos de alto impacto, assentes na inovação, sustentabilidade e benefício mútuo.

 

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