Agrónomo aponta soluções para mitigar efeitos de estiagem em Angola
Mbanza Kongo - O cultivo de produtos em zonas baixas e ribeirinhas, a plantação de tubérculos resistentes à seca, como a mandioca, batata-doce e inhame, foram apontadas, em Mbanza Kongo, província do Zaire, como soluções para atenuar os efeitos de estiagem que assola algumas regiões do país, desde o ano passado.
Em declarações à imprensa sexta-feira, o engenheiro agrónomo Pedro Mansensa, do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) na província do Zaire, aconselhou os agricultores a seleccionarem as áreas de cultivo enquanto persistir a estiagem, evitando praticar agricultura em zonas altas.
O também especialista em monitoria de avaliação pediu aos camponeses desta região norte de Angola para optarem em técnicas de cobertura dos campos agrícolas com capim na produção de cereais como milho, feijão e amendoim.
Para a zona sul do país, o especialista sugeriu a adopção do sistema de irrigação, da gestão sustentável das águas, criação de reservatórios subterrâneos, diques e represas para se fazer face às alterações climáticas.
De acordo com o agrónomo, as alterações climáticas derivam do fenómeno El Niño que provoca o aquecimento anómalo dos oceanos, esfriamento das águas do mar e mudanças na direcção do vento, interrompendo, temporariamente, o ciclo normal de chuvas.
Acrescentou que a alteração de ciclo normal de chuvas é um fenómeno que afecta significativamente a produção agrícola de forma total ou parcial, destruindo quantidades consideráveis de culturas e sementes lançadas à terra durante a campanha agrícola 2025/2026.