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Campo Quiluma inicia fornecimento de gás para exportação

Campo Quiluma offshore inicia fornecimento de gás para exportação
Campo Quiluma offshore inicia fornecimento de gás para exportação Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 10h41 17/03/2026 - Actualizado às 10h41 17/03/2026

Luanda – A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Azule Energy anunciaram, esta segunda-feira, o início do fornecimento de gás proveniente do campo Quiluma, do Novo Consórcio de Gás (NGC), desde sexta-feira última.

Um comunicado de imprensa da ANPG revela que a serão exportados inicialmente 150 milhões de pés cúbicos de gás por dia, prevendo-se que aumente para 314 milhões, até finais do corrente ano.

Segundo o comunicado, Quiluma é a principal plataforma de produção offshore, sendo a maior estrutura alguma vez erguida na região do Ambriz (província do Bengo), com um jacket de duas mil e 500 toneladas e topsides de duas e 700 toneladas.

Por seu lado, a unidade de processamento onshore possui uma capacidade de 400 milhões de pés cúbicos/dia de gás e 20 mil barris de condensados por dia, tendo sido construída integralmente no município do Soyo (província do Zaire).

Durante o pico das actividades, adianta o comunicado, mais de cinco mil trabalhadores angolanos foram mobilizados, entre os diferentes estaleiros de construção.

Com o início da produção e fornecimento de gás, o projecto continua a gerar emprego directo e indirecto, ao longo de todo o ciclo de vida da instalação, contribuindo para o crescimento económico sustentável.

O presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, considera o primeiro gás do campo Quiluma um feito notável que reflecte o empenho das várias equipas envolvidas.

Segundo disse, “esta nova capacidade reforça a diversificação energética nacional, sustenta as necessidades de consumo interno e possibilita uma geração de energia mais eficiente e mais limpa”.

Para o chefe executivo da Azule Energy, Joseph Murphy, “esta conquista reflecte o espírito de colaboração e o compromisso partilhado entre o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, a ANPG, a Azule Energy e os parceiros do NGC, visando a estabilidade energética de longo prazo, o progresso industrial e a responsabilidade ambiental”.

O Novo Consórcio de Gás (NGC) constitui um desenvolvimento pioneiro que posiciona Angola na linha da frente das soluções energéticas modernas e de menor intensidade carbónica, assinalando o início de um novo capítulo na evolução do sector energético nacional, sublinhou.

A sua infra-estrutura, revelou, que interliga recursos offshore em águas rasas e uma unidade onshore de processamento de gás de última geração, destacam-se particularmente, no âmbito do Conteúdo Local.

O Consórcio é constituído pela Azule Energy (operador), com 37,4 por cento do interesse participativo, Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC), com 31 por cento, Sonangol E&P, com 19,8, e a TotalEnergies, com 11,8 por cento.

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