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Contratação de empresas nacionais pelo sector dos petróleos atinge 12 por cento

Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo (centro), aborda participação das empresas nacionais na indústria petrolífera
Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo (centro), aborda participação das empresas nacionais na indústria petrolífera Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 09h17 28/03/2026 - Actualizado às 09h17 28/03/2026

Luanda – O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, revelou que as empresas da cadeia de fornecimento ao sector petrolífero, detidas por cidadãos angolanos, atingiram cerca de 12 por cento das contratações registadas, de Janeiro a Agosto do ano passado.

Ao intervir, quinta-feira última, em Luanda, na abertura da quinta Conferência Anual do Conteúdo Local em Angola, adiantou que, em 2022, as empresas angolanas representavam cerca de dois por cento do valor das contratações celebradas no regime de exclusividade, passando para quatro por cento, em 2025.

Reconheceu que tais taxas não reflectem a real dimensão da participação das empresas nacionais na indústria petrolífera, por actuarem também em regime preferencial de concorrência.

Sublinhou que, dada a complexidade de contratos homologados, no último trimestre de 2025, a participação situou-se em cerca de oito por cento.

Deu a conhecer que, em termos absolutos, o valor adjudicado às mesmas aumentou cerca de 104 por cento, ao sair de aproximadamente 358 milhões de dólares, em 2022, para cerca de 733 milhões, em 2025.

Salientou que o crescimento demonstra que as empresas angolanas estão progressivamente a consolidar competências técnicas, organizacionais e financeiras, o que lhe permite participar em segmentos cada vez mais exigentes da indústria petrolífera.

Actualmente, revelou, mais de três mil e 200 empresas nacionais encontram-se registadas na base de dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), das quais cerca de mil e 400 obtiveram certificação, que lhe permite participar na prestação de bens e serviços à indústria petrolífera.

No âmbito do reforço da participação das sociedades comerciais angolanas no sector petrolífero, Diamantino Azevedo destacou as iniciativas implementadas pela ANPG, orientadas para a capacitação e desenvolvimento sustentável do tecido empresarial nacional.

Diamantino Azevedo apontou a angolanização das posições de gestão e liderança nas empresas como o foco do sector petrolífero, assegurando que cada vez mais quadros angolanos assumem responsabilidades estratégicas na condução das operações.

Reconheceu subsistirem desafios, com realce para o domínio da capacitação tecnológica, acesso ao financiamento e consolidação das empresas nacionais em segmentos mais complexos da cadeia de valor.

Indicou ainda constrangimentos associados ao enquadramento cambial vigente, considerando que continuam a limitar, em certa medida, a capacidade de financiamento e a competitividade das empresas nacionais na execução de projectos de maior escala no sector.

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