INVESTIMENTOS

Empresariado português convidado a reforçar investimento em Angola

Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, na conferência
Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, na conferência "Radar África – os Caminhos de Angola", promovido pelo Jornal de Negócios, de PortugalImagem: Cedida

08/03/2026 13h23

Luanda – O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, convidou, esta sexta-feira, em Lisboa, o empresariado português a reforçar o seu investimento no sector agro-alimentar nacional e contribuir para a segurança alimentar e a diversificação da economia.

Ao intervir na conferência “Radar África – os Caminhos de Angola”, promovido pelo Jornal de Negócios, José de Lima Massano sublinhou que Angola dispõe de inúmeras oportunidades de negócios, com incidência para o segmento agrícola, que tem beneficiado de serviços essenciais como energia e água.

Reconheceu que Angola ainda depende da importação de muitos produtos essenciais, e citou a carne de frango, arroz, açúcar, óleo alimentar e trigo como os que mais inquietam o Executivo, na medida em que consomem, em média, perto de 20 milhões de euros/mês cada um.

Afirmou que o país tem potencial em relação a estes produtos, podendo inclusive tornar-se exportador, a julgar pelas vastas terras aráveis, água abundante, energia barata e população jovem.

Quanto aos demais produtos, disse que se tem estado a fazer um percurso, com políticas de incentivo e medidas de protecção à produção nacional.

José de Lima Massano apontou também o sector do turismo como outro que pretende captar mais investimento português, para dinamizar e contribuir para o Produto Interno Bruto (PIB).

Sublinhou que o turismo representa actualmente apenas cerca de dois por cento no peso do PIB, destacando as oportunidades para a penetração do empresariado português, com enfoque para a formação de quadros e hospitalidade.

Destacou que o Executivo tem estado a proceder a divulgação do potencial do país, isentou vistos para vários países, entre outras medidas.

Salientou o contributo do Corredor do Lobito na integração regional, considerando que essa infra-estrutura vai trazer para o comércio internacional canais alternativos e mais competitivos, sublinhando que estão a ser desenvolvidos, ao longo do percurso, um conjunto de plataformas logísticas, com o apoio do Banco Mundial, para apoiar a produção, sendo o da Caála o primeiro.

A conferência “Radar África – os Caminhos de Angola” é uma plataforma estratégica de reflexão, debate e projecção sobre o futuro económico e institucional do país no contexto africano e global, e visou discutir os eixos estruturantes do desenvolvimento nacional, identificar oportunidades concretas de investimento e reforçar o posicionamento de Angola como actor relevante na integração regional.

Durante o evento, foram debatidos temas sobre “Como é que as empresas olham para Angola” e o “Papel das instituições na promoção do investimento”, congregando cerca de 250 participantes.

Angola posiciona-se como o nono maior cliente de bens portugueses e décimo primeiro fornecedor de Portugal a nível global.

Em Novembro de 2025, as importações portuguesas provenientes de Angola ascenderam a cerca de 58,8 milhões de euros.

Acompanharam o ministro de Estado ao evento os secretários de Estado para a Indústria, Carlos Rodrigues, Tesouro, Ottoniel dos Santos, a embaixadora de Angola em Portugal, Maria de Jesus Ferreira, e o presidente do Conselho de Administração da AIPEX, Arlindo das Chagas Rangel.

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