INVESTIMENTOS
AIPEX regista 596 intenções de investimentos em cinco anos

09/03/2026 11h45
Luanda – A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX) registou, nos últimos cinco anos, 596 intenções de investimentos no país, avaliadas em 21,8 mil milhões de dólares.
A informação foi prestada, sexta-feira última, em Lisboa (Portugal), pelo presidente do Conselho de Administração da AIPEX, Arlindo das Chagas Rangel, durante um debate sobre o “Papel das instituições na promoção do investimento”, inserido na Conferência “Radar África – os Caminhos de Angola”, promovida pelo Jornal de Negócios.
Do total de intenções, adiantou, 80 por cento representam investimentos chineses, enquanto, da parte do empresariado português foram recepcionados 72 pedidos, num montante 92.6 milhões de dólares.
Segundo disse, os números de Portugal ainda estão abaixo do esperado, pelo que incentivou mais presença da classe empresarial lusa em angola.
Arlindo das Chagas Rangel enfatizou que, nos últimos anos, o Estado tem feito reformas na Lei do Investimento Privado, de modo a reduzir a carga burocrática, criar previsibilidade e segurança aos empresários.
Deu a conhecer os vários benefícios actualmente existentes para quem pretende investir em Angola, com realce para os fiscais, facilidades aduaneiras, acesso ao crédito, simplificação de procedimentos administrativos e garantia de repatriamento de capitais.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal/Angola, João Traça, lamentou a existência de assimetria de informação, em relação a realidade de Angola.
“Em Portugal não existe informação suficiente sobre a situação de Angola”, sublinhou, acrescentando que, em face disso, a câmara promove, semanalmente, pontualizações aos seus associados sobre a realidade do país e as oportunidades de investimento.
Defendeu o reforço da relação entre as empresas portuguesas e outras europeias com as angolanas, rumo ao incremento das trocas comerciais
A conferência “Radar África – os Caminhos de Angola” é uma plataforma estratégica de reflexão, debate e projecção sobre o futuro económico e institucional do país no contexto africano e global, e visou discutir os eixos estruturantes do desenvolvimento nacional, identificar oportunidades concretas de investimento e reforçar o posicionamento de Angola como actor relevante na integração regional.
O evento, que congregou cerca de 250 participantes, entre decisores, empresários e especialistas, teve como orador principal o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.