ESTRADAS
Traçado da EN 100 vai ser duplicado
31/03/2026 12h15
Luanda – O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, anunciou, sexta-feira última, em Luanda, que as obras de duplicação da Estrada Nacional (EN) 100, iniciam no primeiro trimestre de 2027.
Carlos Alberto dos Santos, que falava na vigésima primeira edição do CaféCipra, subordinada ao tema “Promoção do Turismo em Angola: Desafios e Oportunidades”, revelou que o Executivo está a negociar o financiamento para a empreitada, no sentido de transformar a actual plataforma de 11 metros de largura para uma via com cerca de 22 metros.
Ao recordar que a EN100 é um dos principais activos rodoviários de Angola, ligando Cabinda ao Namibe, passando por Luanda, Bengo, Cuanza Sul e Benguela, esclareceu que a intervenção prioritária vai ser realizada no eixo Cabo Ledo/Ramiros, actualmente um troço de grandes constrangimentos para quem entra ou sai de Luanda em direcção ao Sul do país.
No que diz respeito ao troço Norte da EN100 (Luanda/Zaire), destacou as obras em curso na ligação Soyo/Nzeto (província do Zaire), e enalteceu o trabalho de engenharia realizado na zona dos mangais, onde foi encontrada uma solução sustentável para preservar o ecossistema local, enquanto se moderniza a via.
Deu ainda a conhecer que, paralelamente a duplicação da EN100, está projectada a construção de uma nova ponte sobre o rio Cuanza, no mesmo eixo da actual, reconhecendo que a actual infra-estrutura já atingiu um tempo de vida considerável, sendo necessária uma nova travessia para garantir a continuidade da modernização da rede viária.
Para o efeito, o Executivo estuda a implementação de uma parceria público-privada, onde o investidor privado pode recuperar o investimento, através da cobrança de portagens, num período estimado entre 25 a 30 anos, findo o qual o activo reverte totalmente para o Estado.
Por outro lado, Carlos Alberto dos Santos realçou que cerca 45 por cento, dos 80 mil quilómetros da malha rodoviária do país, está diretamente ligada às zonas turísticas de Angola.
Segundo disse, o desenvolvimento do sector turístico em Angola e sua afirmação como alternativa económica ao petróleo depende da consolidação da rede de infra-estruturas nacionais e do ordenamento do território, enfatizando que a qualidade das vias de comunicação constitui um dos principais motores para o crescimento do turismo.
Reiterou que o sucesso do sector do turismo passa por novas obras e por um ordenamento do território rigoroso e um planeamento urbano municipal eficiente, visando atrair investimento privado seguro, mitigação dos riscos de construções em zonas impróprias e preservação do património natural.