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Terceiro Fórum Económico Angola-RDC realiza-se em Kinshasa

 Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano  (Arquivo)
Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano (Arquivo) Imagens: Angop

Redacção

Publicado às 08h55 01/04/2026 - Actualizado às 08h57 01/04/2026

Luanda – O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, dirige a delegação de Angola que participa, a partir desta quarta-feira, em Kinshasa, na terceira edição do Fórum Económico Angola–República Democrática do Congo (RDC), sob o lema “Integração sub-regional e desenvolvimento do comércio transfronteiriço”.

Uma nota de imprensa indica que o "encontro afirma-se como uma plataforma estratégica de diálogo económico e empresarial, orientada para o aprofundamento da integração sub-regional, desenvolvimento do comércio transfronteiriço e promoção de investimentos conjuntos entre Angola e a República Democrática do Congo".

O fórum realiza-se "com o alto patrocínio dos Presidentes João Lourenço e Félix Tshisekedi Tshilombo", adianta a nota, esclarecendo que "esta edição assume especial relevância no actual contexto de reforço da cooperação bilateral, tendo em conta o potencial económico das zonas fronteiriças e a necessidade de melhoria da logística e do ambiente de negócios".

O Fórum, que termina quinta-feira, visa igualmente consolidar o posicionamento de Angola e da RDC como eixos de ligação entre a África Austral e Central, incentivando o investimento privado e o estabelecimento de parcerias sustentáveis.

A agenda do fórum contempla sessões institucionais, painéis temáticos, encontros sectoriais nas áreas da energia, indústria, transportes, logística, pescas e finanças, assim como reuniões de negócios entre empresários dos dois países, havendo "expectativa de resultados concretos ao nível do reforço do diálogo institucional, assinatura de acordos empresariais e incremento do comércio formal transfronteiriço, bem como exposição de produtos e serviços", realça a nota.

Recorde-se que, no segundo Fórum Económico, realizado em Luanda, em 2023, os dois países reafirmaram o compromisso de dinamizar parcerias estratégicas, facilitar o comércio e promover investimentos conjuntos, visando o crescimento mútuo e sustentável.

De acordo com dados mais recentes da Administração Geral Tributária (AGT), existe uma trajectória positiva nas trocas comerciais bilaterais, e, entre 2023 e 2025, Angola exportou cerca de 530,6 milhões de dólares para a RDC, enquanto as importações se fixaram em 14,3 milhões, resultando num superávit acumulado de 516,3 milhões.

"Este desempenho reflecte a forte presença de produtos angolanos no mercado congolês e uma elevada taxa de cobertura das importações pelas exportações", sublinha a nota, enfatizando que "as exportações registaram um crescimento expressivo, passando de 93,8 milhões dólares, em 2023, para 319,3 milhões, em 2025, o que representa um aumento superior a 240 por cento".

Em contrapartida, as importações mantiveram-se reduzidas e estáveis, contribuindo para o reforço do saldo positivo da balança comercial, que evoluiu de 90,5 milhões para 313,9 milhões de dólares, no período em análise.

Apesar destes avanços, o volume de comércio bilateral permanece aquém do seu potencial, existindo margem significativa para expansão, sobretudo nos sectores da agro-indústria, energia, logística, materiais de construção e serviços financeiros, ressalta a nota.

Iniciativas estruturantes, como o Corredor do Lobito, além do reforço da cooperação energética e facilitação do comércio fronteiriço, poderão consolidar o papel de Angola como "hub" logístico e de abastecimento para o mercado congolês.

As relações bilaterais entre Angola e a RDC são sustentadas por diversos instrumentos jurídicos e acordos de cooperação, em áreas estratégicas como defesa, segurança, imigração, circulação de pessoas, alfandegas e transportes.

No plano empresarial, várias empresas angolanas têm vindo a afirmar a sua presença no mercado congolês, com destaque para a Refriango, Fabrimetal, Tupuca, Alltrans e TIS, entre outras, contribuindo para a dinamização das trocas comerciais e internacionalização do tecido empresarial nacional.

A delegação angolana integra os ministros da Indústria e Comércio, Rui Minguês, e das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, assim como o secretário do Presidente da República para o Sector Produtivo, João Nkosi, e os secretários de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Viera Lopes, para o Tesouro e Finanças, Ottoniel dos Santos, para os Transportes Terrestres, Jorge Bengue, e da Energia, Arlindo Carlos.

Integram ainda a comitiva o governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, os vice-governadores do Moxico Leste, Cabinda, Uíge, Zaire e Lunda-Norte, bem como o presidente do Conselho de Administração da AIPEX, Arlindo das Chagas Rangel.

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