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Azule Energy aliena à Etu Energias participações nos Blocos 14 e 14K

Produção de petróleo
Produção de petróleo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 06h25 02/04/2026 - Actualizado às 06h25 02/04/2026

Luanda - A empresa Azule Energy anunciou a assinatura de um acordo para a venda da sua participação nos blocos 14 e 14K, na Bacia do Congo, à Etu Energias, numa operação avaliada em até 310 milhões de dólares, e reforça a sua estratégia de focalização em activos considerados prioritários em Angola.

O negócio surge após a Etu Energias exercer o seu direito de preferência sobre os activos, anulando automaticamente o acordo anteriormente celebrado, em Dezembro de 2025, entre a Azule Energy e um consórcio formado pela Maurel & Prom e pela BW Energy.

A nova transacção deverá ser concluída, no segundo semestre de 2026, e está ainda sujeita a aprovações regulatórias e ajustes contratuais habituais, noticia a Forbes África Lusófona, ao retomar o anúncio feito, sexta-feira passada, pela Azule Energy.

A Azule Energy detém actualmente 20 por cento do bloco 14 e 10 do 14K, activos offshore em produção, desde 1999.

Em 2024, a produção líquida correspondente a participação da empresa nestes blocos atingiu cerca de nove mil e 600 barris de petróleo por dia, um volume que, embora relevante, representa uma fatia não estratégica no portfólio global da companhia.

Do ponto de vista estratégico, o desinvestimento reflecte uma tendência crescente entre operadores internacionais, que passa pela optimização de portfólios, através da alienação de activos maduros, libertando capital para projectos com maior retorno ou alinhados com a transição energética.

“Esta transacção está alinhada com a nossa estratégia de concentração nos activos principais em Angola”, afirmou Joseph Murphy, director executivo da Azule Energy, sublinhando que a empresa continuará a procurar oportunidades que respondam às necessidades energéticas do país e reforcem um futuro sustentável.

Detida em partes iguais pela British Petroleum (BP) e pela ENI, a Azule Energy produz actualmente mais de 200 mil barris de óleo equivalente por dia, e posiciona-se como um dos principais operadores do sector energético angolano, combinando investimentos em petróleo e gás com iniciativas de descarbonização e desenvolvimento de energias renováveis.

Paralelamente, a sua presença na Namíbia, onde detém 42,5 por cento do bloco 2914A (PEL85), na Bacia do Orange, evidencia a aposta em novas fronteiras exploratórias, numa altura em que a região ganha relevância no panorama energético africano.

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