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FAO reafirma necessidade de acelerar transformação sistema agro-alimentar africano

Delegação angolana participante na Conferência da FAO para África, chefiada por Esmeralda Mendonça (3ª esq.)
Delegação angolana participante na Conferência da FAO para África, chefiada por Esmeralda Mendonça (3ª esq.) Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 11h48 19/04/2026

Luanda - A trigésima quarta sessão da Conferência Regional da FAO para África reafirmou, esta sexta-feira, em Nouakchott (Mauritânia), a necessidade de acelerar a transformação dos sistemas agro-alimentares africanos, com base na inovação, reforço de parcerias e aumento do investimento.

A delegação angolana foi chefiada Esmeralda Mendonça, secretária de Estado para as Relações Exteriores, e integrou os embaixadores de Angola no Senegal e Mauritânia, Adão Pinto, e na Itália representante permanente de Angola junto das agências das Nações Unidas sediadas em Roma, Josefa Sacko.

Os Estados-membros aprovaram a Declaração Ministerial que sublinha a importância da inclusão de jovens, mulheres e pequenos produtores, considerados actores centrais para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do continente.

Durante a conferência, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), através do seu Centro Conjunto FAO/AIEA de Técnicas Nucleares em Alimentos e Agricultura, apresentou soluções baseadas em ciência nuclear, com potencial de aplicação à escala e prontas para financiamento, para reforçar a produtividade agrícola, controlo de pragas e melhoria da segurança alimentar em África.

A conferência reuniu ministros, altos responsáveis governamentais africanos, especialistas, parceiros de desenvolvimento e dirigentes da FAO, com o objectivo de analisar os principais desafios e oportunidades ligados a transformação dos sistemas agro-alimentares no continente africano.

O encontro decorreu sob o lema “Sustentar a transformação dos sistemas agro-alimentares em África: inovar, cooperar e investir”.

Os participantes debruçaram-se sobre o financiamento dos sistemas agro-alimentares, gestão de pragas e doenças transfronteiriças e transformação azul em África, com foco na sustentabilidade dos recursos marinhos e da aquicultura.

As Conferências Regionais da FAO constituem fóruns de consulta de alto nível, que permitem identificar os desafios específicos de cada região e definir prioridades para a elaboração do Programa de Trabalho e Orçamento da Organização para o biénio seguinte.

Estes encontros analisam igualmente os meios que os países podem mobilizar para resolver os seus próprios desafios, bem como a natureza e o volume da assistência externa necessária para a implementação de programas nacionais de desenvolvimento agrícola e alimentar, dá conta uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores.

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