FMI revê em alta crescimento económico de Angola
Luanda - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta a previsão do crescimento da economia angolana de dois para 2,3 por cento, face a estimativa para a África subsaariana, que se fixa em 4,3 por cento.
Em 2027, de acordo as perspectivas do FMI, o crescimento da economia angolana deverá acelerar para 2,6 por cento, ainda abaixo da média regional prevista, que é de 4,4 por cento.
Segundo o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, o fundamental é que este crescimento seja liderado pelo sector não petrolífero, por ser o que tem capacidade de absorver maior número de mão-de-obra.
Em declarações à imprensa, à margem da participação de Angola nas reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI, que decorreu de 13 a 18 do corrente mês, em Washington (EUA), assegurou que o Executivo vai continuar a apostar na dinamização do sector não petrolífero, de modo a conduzir o crescimento global da economia nacional, tendo em conta as contracções do sector petrolífero, incluindo o do gás.
Sob o lema “Construindo prosperidade por meio de políticas", as reuniões de primavera contaram com a participação de responsáveis de bancos centrais, ministros das finanças e do desenvolvimento, parlamentares, executivos do sector privado, representantes da sociedade civil e académicos, em representação de 191 países.
A delegação angolana, chefiada pela ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, integrou o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Dias, o secretário de Estado do Planeamento, Luís Epalanga, assim como altos responsáveis e técnicos dos ministérios dos Transportes, Turismo e Agricultura e Florestas.