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Executivo aprova medidas de mitigação do impacto das cheias em Benguela

Cheias afectaram circulação do Caminho de Ferro de Benguela (CFB)
Cheias afectaram circulação do Caminho de Ferro de Benguela (CFB) Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 18h49 22/04/2026

Luanda – O Executivo angolano aprovou um pacote urgente de medidas financeiras, fiscais e sociais para mitigar os impactos das cheias em Benguela, provocadas pelo transbordo do rio Cavaco.

Em declarações à imprensa, no final da primeira sessão extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, adiantou que as medidas constam de um Decreto Presidencial e visa apoiar famílias e empresas afectadas pela calamidade.

Revelou que, entre as acções previstas, destaca-se a criação de uma linha de financiamento de 30 mil milhões de kwanzas, destinada à recuperação da actividade económica.

Segundo José de Lima Massano, o mecanismo permitirá às empresas repor stocks e adquirir equipamentos, com taxa de juro anual de 7,5 por cento e um período de carência até 12 meses.

Para aquisição de equipamentos, os beneficiários terão um ano sem pagamento de capital e juros, seguido de um prazo de 36 meses para reembolso, enquanto para matérias-primas a carência será de 45 dias, com reembolso até 90 dias.

No plano fiscal, o Executivo decidiu adiar por 90 dias o pagamento de impostos e alargar para 120 dias os prazos de regularização de dívidas fiscais.

No domínio da segurança social, as empresas passam a beneficiar de isenção, durante três meses, da contribuição patronal de oito por cento, encargo a ser suportado pelo sistema, visando preservar os postos de trabalho.

Adiantou que as medidas abrangem empresas afectadas por calamidades em outras regiões, principalmente nas zonas Centro e Sul do país.

José de Lima Massano enalteceu a mobilização solidária de cidadãos e instituições de várias partes do país, no apoio às populações afectadas.

Sublinhou que o Executivo vai continuar a acompanhar a evolução da situação no terreno, em articulação com o Banco Nacional de Angola, com vista a reforçar as medidas de apoio às famílias e ao tecido empresarial afectado.

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