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Executivo garante apoio financeiro às empresas afectadas por calamidades

Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano (centro), visita áreas afectadas pelas cheias na cidade de Benguela
Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano (centro), visita áreas afectadas pelas cheias na cidade de Benguela Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 18h41 24/04/2026

Luanda – O ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, assegurou, esta quinta-feira, que as medidas de apoio e alívio económico destinado às empresas afectadas pelas calamidades naturais abrange várias províncias do país, entre as quais Benguela.

Num encontro da equipa económica do Executivo com membros das associações empresariais benguelenses, realizado em Benguela, José de Lima Massano deu a conhecer que trata-se de uma linha de crédito de 30 mil milhões de kwanzas aprovada pelo Executivo para apoiar a recuperação da actividade económica nas províncias do Centro e Sul de Angola, entre as quais Benguela, Bié, Huíla e Cunene.

José de Lima Massano falava para representantes das associações empresariais da província de Benguela, designadamente Aliança Empresarial de Benguela, Câmara de Comércio, Indústria, Agro-pecuária e Pescas e Cooperativa dos Criadores de Gado, além do Grupo Técnico Empresarial.

Esclareceu que o financiamento disponibilizado não se limita à província de Benguela, apesar da particularidade da situação vivida na região, devido às chuvas e aos efeitos das cheias do rio Cavaco, sublinhando que outras regiões do país registaram prejuízos provocados por fenómenos naturais e vão beneficiar das facilidades financeiras.

Explicou que não foi estabelecida qualquer selecção sectorial, estando o mecanismo aberto a todos os ramos de actividade, desde a pecuária à agricultura, e reafirmou que o Executivo saúda o investimento privado nacional e estrangeiro, acrescentando que o apoio está disponível para empresários e empresas independentemente da sua localização geográfica ou da origem do capital.

Na presença do governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, o ministro de Estado enfatizou que todas as empresas afectadas terão acesso à linha de crédito, sem qualquer discriminação quanto à proveniência dos capitais investidos.

No que respeita às divisas, uma das preocupações levantadas pelos empresários, elucidou que o Banco Nacional de Angola disponibilizará recursos aos bancos comerciais, para permitir que as importações necessárias decorram com a maior celeridade.

Deu a conhecer que o Executivo conta com o empenho do Banco Nacional de Angola no domínio da supervisão e regulação, bem como com o envolvimento de bancos comerciais, sublinhando existir um espírito de solidariedade entre os operadores financeiros, face à situação das empresas afectadas por calamidades naturais.

Durante a visita de algumas horas a Benguela, a equipa económica do Executivo avaliou os danos causados pelas chuvas em algumas unidades fabris do Pólo Industrial da Catumbela, além de visitar o Centro Logístico onde estão a ser armazenados os bens destinados às vítimas das recentes cheias do rio Cavaco.

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