PESCADO

Angola produziu 725 mil 613 toneladas de pescado em 2025

Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento NetoImagem: Angop

05/04/2026 10h26

Luanda – Angola produziu 725 mil 613 toneladas de pescado, em 2025, que representou um aumento de 9,2 por cento, face a 2024, deu a conhecer, quinta-feira última, em Kinshasa (República Democrática do Congo), a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto.

Ao apresentar os dados, durante o painel sobre Pescas e Economia Azul, no terceiro Fórum Económico RDC-Angola, realizado durante dois dias, na capital congolesa, adiantou que, em 2024, a produção cifrou-se em 664 mil 491 toneladas. .

Segundo disse, o desempenho das metas de 2025 teve uma execução global de 104,5 por cento, tendo o sector da aquicultura obtido 35 mil e 87 toneladas, cinco vezes superior à meta, enquanto a pesca industrial e semi-industrial fixou-se em 411 mil 150 toneladas, mais 9,9 por cento, e a artesanal marítima 253 mil 109 toneladas, mais 3,4 por cento.

Referiu que o crescimento excepcional da aquicultura, que passou de 22 mil e 47 toneladas, em 2024, para 35 mil e 87, em 2025, confirma o acerto das políticas de fomento neste sector, incluindo a pesca extractiva que se mantém como pilar, representando cerca de 95 por cento da produção global de Angola.

Adiantou que na recuperação pós-defeso, fim do período de proibição da pesca, verificou-se uma forte e evidente recuperação dos volumes de captura, a partir do mês de Setembro.

Quanto à geração de renda, Carmen do Sacramento Neto dos Santos salientou que as pescas proporcionaram sustento directo a milhares de famílias nas comunidades costeiras, fornecimento essencial de proteína animal acessível, bem como abastecimento contínuo dos mercados informais e formais.

Apresentou como prioridades do seu sector, a criação de infra-estruturas de apoio à pesca, como locais de desembarque seguros e higienizados, sistemas de conservação para reduzir o desperdício pós-captura e fortalecimento das cooperativas e associações.

O terceiro Fórum Económico RDC-Angola decorreu sob o lema “Integração Sub-Regional e Desenvolvimento do Comércio Transfronteiriço”.

Com o alto patrocínio dos Presidentes João Lourenço e Félix Tshisekedi Tshilombo, esta edição assumiu especial relevância no actual contexto de reforço da cooperação bilateral, tendo em conta o potencial económico das zonas fronteiriças e a necessidade de melhoria da logística e do ambiente de negócios.

O fórum visou igualmente consolidar o posicionamento de Angola e da RDC como eixos de ligação entre a África Austral e a África Central, incentivando o investimento privado e o estabelecimento de parcerias sustentáveis.

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