FINANçAS
Plano nacional de inclusão financeira prevê atingir 65% da população até 2027
11/04/2026 14h13
Luanda – Angola prevê aumentar a taxa de inclusão financeira, dos actuais 49 para 65%, até 2027, no âmbito do Plano de Acção da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2026-2027, aprovado, sexta-feira, pelo Executivo angolano.
O documento foi aprovado durante a 8.ª sessão ordinária do Comité de Coordenação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, sob orientação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
A estratégia visa melhorar a literacia financeira e aumentar o acesso à bancarização e acesso a serviços financeiros.
Segundo o porta-voz da reunião, Edilson Pimenta, director de Inclusão Financeira do Banco Nacional de Angola (BNA), o novo plano assenta em quatro pilares fundamentais, nomeadamente o acesso a contas transacionáveis, financiamento às micro, pequenas e médias Empresas, protecção do consumidor e literacia financeira.
Referiu que o Comité constatou que as deliberações da sessão anterior apresentam um grau de execução superior a 60%, destacando-se avanços na digitalização dos pagamentos públicos e reforço da interoperabilidade do sistema financeiro.
Sobre os principais desafios, apontou as zonas recônditas e com baixos níveis de infra-estruturas de telecomunicações, sublinhando que os demais órgãos da estrutura governamental vão reforçar as suas acções para que se concretize a meta dos 65% de inclusão financeira.
Sublinhou que o Executivo reiterou a necessidade de acelerar acções com impacto directo na bancarização e na inclusão produtiva das famílias e, para o efeito, o plano prevê o desenvolvimento de iniciativas de identidade digital e a melhoria da conectividade em zonas com menor cobertura de rede, visando reduzir as assimetrias territoriais.
“Estas medidas são determinantes para a consolidação de um sistema financeiro mais resiliente e orientado para o desenvolvimento económico sustentável do país”, reforçou.
De acordo com o relatório da reunião, o Comité destacou a expansão do sistema de pagamentos instantâneos Kwik, onde os dados apontam para um crescimento exponencial na adopção desta ferramenta tecnológica pela população e pelos agentes económicos.
Concretamente, o sistema Kwik integra 22 prestadoras de serviços de pagamento, de um universo de 26 instituições elegíveis, tendo, no mês de Março, realizado um volume de três milhões 666 mil 545 operações.
Estas transacções, no período em referência, atingiram um fluxo financeiro de cerca de 91 mil milhões de kwanzas, representando um crescimento homólogo de 171 por cento. A próxima reunião ordinária do Comité está agendada para Junho de 2026, na capital angolana.