CPLP
Rede dos bancos centrais dos países de língua portuguesa deve ser criada
20/04/2026 12h46
Luanda - Os governadores e presidentes dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP) acordaram, em Washington DC, EUA, à margem das Reuniões de Primavera do Grupo Banco Mundial e do FMI, a criação da rede dos bancos centrais dos Países de Língua Portuguesa.
Em conferência de imprensa de balanço da participação da delegação angolana nos vários eventos realizados na capital norte-americana, o governador do BNA, Manuel Dias, disse aos jornalistas angolanos que a criação da Rede dos BCPLP “espelha a importância crescente da construção de pontes entre as instituições dos nossos países”, estruturando e tornando permanente o trabalho conjunto que já tem vindo a ser realizado.
A primeira reunião oficial desta rede de bancos centrais lusófonos terá lugar em Novembro de 2026, em Luanda, e a primeira presidência será assegurada pelo Banco de Portugal durante 2027.
Além de encontros regulares de alto nível, serão estabelecidos grupos de trabalho para discussão dos temas da agenda, numa perspectiva técnica, fomentando a troca de experiências e a partilha de boas práticas e conhecimento de forma transversal nos Bancos Centrais lusófonos. Será ainda criado um comité de política económica que deverá analisar e discutir temas e políticas de interesse comum às economias dos Estados da CPLP.
Aprofundar a cooperação
O objectivo, segundo argumentou o governador do BNA, é de aprofundar a cooperação entre os bancos comerciais, a partilha de experiências e de conhecimento, assim como a discussão sobre temas de interesse para os bancos centrais.
“Nesta perspectiva, os nossos técnicos, quando estiverem a reflectir sobre determinados temas, poderão, caso assim o entenderem, envolver os técnicos dos demais bancos centrais”, avançou.
Com esta iniciativa, reforça-se o compromisso com a cooperação estratégica e promove-se a relevância da lusofonia no quadro dos Bancos Centrais.
“A partilha de conhecimentos e a cooperação entre todos permitirá um desempenho mais efectivo das nossas missões e o alinhamento de posições potenciará a relevância dos BCPLP no quadro internacional e nos diversos fóruns multilaterais”, disse.
Através de uma presidência anual rotativa, cada Banco Central trará para a agenda da Rede a discussão de temas de interesse comum, que lhe sejam especialmente pertinentes e relevantes, e sobre os quais pretenda aprofundar a reflexão.