FINANCIAMENTO

Destacado Corredor do Lobito como estratégico no quadro da ZLCCA

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz (Arquivo)Imagem: MIREX

26/04/2026 13h24

Luanda - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, destacou, esta quinta-feira, em Nova Iorque, o Corredor do Lobito como um dos projectos estratégicos e motores essenciais do comércio, conectividade e desenvolvimento industrial, no quadro da Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZLCCA).

O diplomata angolano, que falava no Fórum do Conselho Económico e Social sobre Financiamento para o Desenvolvimento, disse que Angola está a investir em sectores-chave para apoiar a transformação estrutural, incluindo agricultura, infra-estruturas e energias renováveis, com iniciativas como o Projecto de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização, denominado MOSAP III.

Referiu que o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações - (PRODESI) visa aumentar a produtividade e promover a diversificação económica, indica uma nota de imprensa dos Serviços de Imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Por outro lado, Francisco da Cruz realçou que Angola continua a enfrentar desafios estruturais comuns aos muitos países em desenvolvimento, incluindo custos de empréstimo elevados, espaço fiscal limitado e necessidade de acelerar a diversificação económica.

Para dar resposta aos desafios, enfatizou os esforços na mobilização de recursos internos, melhoria do ambiente de investimento e promoção do crescimento sustentável e inclusivo, em consonância com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027.

Sublinhou que, apesar dos esforços, o ambiente externo continua a ser uma grande restrição, salientando que o elevado custo do capital, acesso limitado a financiamento concessional e as crescentes obrigações com o serviço da dívida continuam a limitar a capacidade do país em investir na escala necessária.

Neste contexto, defendeu a necessidade de um financiamento mais acessível e a preços mais baixos, de uma cooperação internacional mais forte, em matéria de dívida, e de uma arquitectura financeira internacional mais inclusiva e eficaz, incluindo um papel mais forte das instituições financeiras internacionais e bancos multilaterais de desenvolvimento no fornecimento de financiamento acessível a longo prazo.

Salientou a importância de promover a cooperação fiscal internacional, no âmbito das Nações Unidas, bem como a necessidade de inverter o declínio da ajuda oficial ao desenvolvimento, especialmente para os países mais necessitados.

Francisco da Cruz enalteceu a adopção do Compromisso de Sevilha, como um novo quadro global para o financiamento do desenvolvimento, e salientou que Angola congratula-se também com o lançamento da Plataforma de Mutuários, como previsto no acordo, como um passo concreto para reforçar a voz dos países endividados na abordagem dos desafios relacionados com a dívida.

Reiterou a necessidade da implementação do Compromisso de Sevilha para gerar resultados tangíveis, apoiando a transformação económica e a resiliência dos países.

Reafirmou o compromisso de Angola em trabalhar com todos os parceiros, com vista a promover um quadro de financiamento global mais equitativo e eficaz.

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