CORREDOR

Diplomata zambiano considera Corredor do Lobito estratégico para impulsionar região da SADC

Corredor do LobitoImagem: DR

27/04/2026 11h50

Luanda - O Corredor do Lobito é estratégico para o crescimento económico de Angola, Zâmbia, RDC e dos outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), disse, domingo, em Luanda, o embaixador zambiano acreditado no país.

Em entrevista ao Jornal de Angola, Elias Munshya apontou que a infra-estrutura em pleno funcionamento vai dinamizar o comércio ao longo da linha férrea em benefício do bem-estar das populações.

O diplomata reconheceu que o Corredor do Lobito é estratégico para a transportação de minerais e fomentar as trocas comerciais entre os três países, em particular, e da região da SADC, em geral.

No seu entender, é importante que se aposte mais na construção e reabilitação de infra-estruturas ao longo do Corredor do Lobito para facilitar o comércio entre as comunidades africanas.

“O Presidente de Angola, João Lourenço, e da Zâmbia, Hakainde Hichilema, acreditam que os africanos devem promover relações comerciais em benefício dos seus países, mas a maior barreira tem sido a falta de infra-estruturas. Sem elas, dificilmente poderemos desenvolver o comércio para o progresso da região”, afirmou.

Sublinhou que os pequenos negócios que se realizam ao longo da fronteira, entre Angola, Zâmbia e a RDC, atingiriam maiores volumes de transacções com o melhoramento das infra-estruturas.

O embaixador manifestou que várias empresas e empresários da Zâmbia estão a concorrer para operarem e investirem ao longo do Corredor do Lobito, com o objectivo de contribuírem para o crescimento económico da região Austral.

“O Corredor do Lobito vai contribuir para a Zâmbia ter acesso mais rápido à linha férrea e ao Atlântico com as exportações de minerais. A linha férrea não deve ser vista apenas para o transporte de cobre e outros minerais, mas como uma infra-estrutura para o crescimento económico de África”, frsiou.

Acelerar a exportação de cobre

A Zâmbia tenciona melhorar a sua produção de cobre, para tornar a região Austral a maior produtora do mineiro e ser exportado através da linha férrea para vários países do mundo pelo Corredor do Lobito, que inicia em Angola.

Para o embaixador Elias Munshya, a Zâmbia pretende, nos próximos três anos, produzir 3 mil toneladas de cobre, contra as actuais 900, adicionando o seu valor para a produção de cabos e baterias. No sector agrícola, o Governo pretende atingir 10 mil toneladas de produção de milho para exportação.

A Zâmbia, por estar numa posição estratégica na região, está apostada em melhorar a ligação entre Angola e a Tanzânia, até ao Sul de África, passando pelo Moxico-Leste, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Cuando e Cubango.

A par dessa ligação, a Zâmbia está apostada em criar uma linha ferroviária verde para permitir a circulação de pessoas e bens. O Governo zambiano tem estado a beneficiar de financiamentos do Banco Mundial, União Europeia e de outras instituições para melhorar as estradas, com o objectivo de fomentar as relações comerciais entre Angola, Zâmbia e a RDC.

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