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Consignadas obras para garantir segurança hídrica à província da Huila

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, consigna obras na Huila no quadro do PCESSA
Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, consigna obras na Huila no quadro do PCESSA Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 11h22 03/05/2026 - Actualizado às 11h22 03/05/2026

Luanda – O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, presidiu a cerimónia de consignação das obras do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), no quadro da estratégia do Executivo para reforçar a segurança hídrica, combater os efeitos cíclicos da seca e promover o desenvolvimento equilibrado do território.

Na Huíla, o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola integra 12 lotes de intervenção, com execução até 2030, que inclui barragens, sistemas de captação, canais adutores, estações elevatórias, redes de distribuição, furos, reservatórios e outras infra-estruturas destinadas a transformar estruturalmente a realidade económica e social da região.

De acordo com um comunicado do Ministério da Energia e Águas, na cidade do Lubango, o programa prevê elevar a capacidade de abastecimento de água dos actuais cerca de 45 mil e 300 metros cúbicos por dia para 159 mil 350 metros cúbicos diários para reforçar a cobertura, fiabilidade do serviço e preparação futura.

Numa primeira fase, as obras contemplam reabilitação e modernização dos sistemas existentes, recuperação da capacidade instalada de produção e distribuição e dar uma melhor resposta ao crescimento da procura.

Entre as principais empreitadas previstas destacam-se a construção de poços profundos no Aquífero da Chela, a barragem do Nhene, uma nova Estação de Tratamento de Água com capacidade de 40 mil metros cúbicos por dia, mais de dois mil quilómetros de redes de distribuição, cerca de 109 mil ligações domiciliares e quase três mil fontanários públicos.

Nos municípios da Chibia e dos Gambos, serão construídos a barragem de N’Ompombo, no rio Caculúvar, e um sistema integrado de transporte e distribuição de água para beneficiar directamente mais de 370 mil pessoas e garantir abastecimento de água a cerca de 725 mil cabeças de gado, além da irrigação de 10 mil hectares de terras agrícolas, reforçando a segurança alimentar, economia rural e estabilidade social.

Depois dos avanços já alcançados em províncias como Cunene e Namibe, a extensão destas obras à Huíla confirma uma visão nacional integrada baseada em soluções de longo prazo para reforçar a resiliência climática, gerar emprego, atrair investimento privado e elevar a qualidade de vida das comunidades, lê-se no comunicado.

Na cerimónia de consignação, realizada a 30 de Abril último, João Baptista Borges esteve acompanhado do governador provincial, Nuno Mahapi, e do secretário de Estado para as Águas, António Belsa da Costa.

No seu comunicado, o ministério sublinha que a consignação das obras “representa mais um passo firme e consequente do Executivo na concretização de soluções estruturantes para desafios históricos que afectam as populações do Sul do país, consolidando uma visão assente no investimento público transformador, coesão territorial e melhoria efectiva das condições de vida”.

Reconhece que, na Huíla, o reforço das infra-estruturas hídricas surge como prioridade para assegurar água às populações, expandir a agricultura, apoiar a pecuária e estimular novas oportunidades de crescimento.

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