Economia

Economia


PUBLICIDADE

Mercado angolano do carbono vale 75 mil milhões nos próximos 20 anos

Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo
Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 12h13 05/05/2026

Luanda – O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, disse, esta segunda-feira, em Luanda, que o mercado angolano de carbono apresenta um potencial estimado entre 20 e 30 mil milhões de dólares no circuito voluntário e pode atingir cerca de 75 mil milhões no mercado regulado, nos próximos 20 anos.

Ao discursar na abertura do workshop sobre mercado de carbono em Angola, Diamantino Azevedo sublinhou que o mercado do produto representa uma oportunidade concreta para o país transformar os seus recursos naturais e a sua base energética em novas fontes de valor, financiamento e competitividade.

Adiantou que o sector petrolífero, dada a sua relevância económica e contributo significativo nas emissões, desempenha um papel central na redução da intensidade carbónica das suas operações, e realçou a importância em se promover soluções de baixo carbono para fortalecer a posição do país no contexto da transição energética.

Segundo disse, a materialização das oportunidades do mercado de carbono deve ser acompanhada por um quadro institucional claro, com regras robustas de medição, reporte e verificação, assim como uma governação transparente que assegure a credibilidade internacional e benefícios efectivos para o país.

Reconheceu as iniciativas sobre o desenvolvimento de projectos de baixo carbono da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), em parceria com a Chevron, Energies e o Ministério do Ambiente, que demonstra a importância da cooperação entre o Estado, sector energético e parceiros técnicos na construção de soluções credíveis e sustentáveis.

De acordo com Diamantino Azevedo, para Angola esta é uma agenda do futuro, mas com decisões presente, sublinhando que se está perante um domínio novo, em rápida evolução que ultrapassa o escopo tradicional de qualquer sector isoladamente, pelo que a abordagem exige liderança política, visão integrada e forte articulação inter-ministerial.

Realçou que a realização do workshop contribui para alinhar expectativas e orientar decisões, permitindo que os projectos energéticos tenham uma abordagem integrada que considera o carbono como um factor estratégico, tanto no presente como numa perspectiva de longo prazo.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, considerou que o facto de o país ser produtor de petróleo e gás, recursos naturais relevantes e uma agenda de desenvolvimento ainda em consolidação, serve de oportunidade inequívoca, posicionando-se como um actor activo e credível nos mercados de carbono.

Apontou que para a ANPG, essa revisão traduz-se numa abordagem de integração da descarbonização como um pilar estratégico do desenvolvimento do sector petrolífero, o que implica reduzir emissões e transformá-las em valor económico, através da participação estruturada e do mercado de carbono.

Angola está a reforçar o seu compromisso com a descarbonização e o cumprimento do Acordo de Paris, com metas definidas na sua Contribuição Nacionalmente Determinada (CND/NDC).

O país está focado na redução de emissões, transição energética e desenvolvimento de um mercado de carbono robusto para atrair mais investimentos.

PUBLICIDADE