Lançada estrutura de coordenação para organizar eventos internacionais
Luanda – O ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse, esta quarta-feira, em Luanda, que o Angola Convention Bureau é um instrumento de dinamização económica para valorizar e apoiar a rentabilização de infra-estruturas modernas de que o país dispõe.
José de Lima Massano discursava no lançamento do Angola Convention Bureau como estrutura para reforçar a coordenação e orientação institucional na captação e organização de cimeiras, convenções e exposições internacionais de grande dimensão em Angola, reflectindo a ambição do país de desenvolver e participar na indústria turística mundial.
Entre as estruturas de que o país dispõe, o ministro de Estado enumerou o novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, a rede hoteleira e de restauração, o Centro de Convenções de Talatona, assim como o Centro de Conferências da Chicala, que entra em funcionamento ainda este ano.
Recordou que, em 2025, Angola acolheu as cimeiras de Negócios Estados Unidos da América–África, de Financiamento de Infra-estruturas em África e União Africana–União Europeia, eventos que mobilizaram mais de mil participantes internacionais cada um, eventos que demonstraram a capacidade do país para organizar encontros de dimensão intercontinental.
Realçou a necessidade de criação de uma entidade dedicada à promoção estruturada de Angola como destino de eventos e de turismo de negócios, que levou o Conselho de Ministros, a 23 de dezembro de 2025, a institucionalizar o Angola Convention Bureau, como uma das medidas estratégicas para o desenvolvimento do turismo de eventos.
José de Lima Massano enfatizou que têm sido concretizadas medidas concretas para dinamizar o sector do turismo em Angola, entre as quais a implementação do programa Comunica Turismo 2025–2027, o alargamento da isenção de vistos de turismo, abrangendo mais de 100 países, e a publicação do Catálogo e Qualificador das Profissões.
Realçou ainda, para os próximos dias, a institucionalização da identidade visual da marca Visit Angola, em feiras e eventos internacionais.
Recordou que p país vive hoje um momento de maior estabilidade macro-económica, sustentada por um crescimento mais diversificado, em que a economia não petrolífera cresceu 5,11 por cento, em 2025, com destaque para a agro-pecuária e silvicultura, extração de diamantes e outros minerais, indústria transformadora e comércio, telecomunicações, transportes e armazenagem.
A estrutura económica nacional apresenta sinais claros de transformação, em que os serviços representam 46,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), agro-pecuária 25,2, indústria extractiva 15,4 e indústria transformadora 11,7 por cento, deu a conhecer José de Lima Massano.
O sub-sector do alojamento e da restauração contribui directamente com 1,4 por cento para o PIB, realçou o ministro de Estado.
Participaram na cerimónia de lançamento o ministro do Turismo, Márcio Daniel, membros do Executivo, o presidente Executivo da Associação Internacional de Congressos e Convenções, Senthil Srinivasan, operadores e empresários.