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Lançada estrutura de coordenação para organizar eventos internacionais

Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, presidiu lançamento do Angola Convention Bureau
Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, presidiu lançamento do Angola Convention Bureau Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 13h23 06/05/2026

Luanda – O ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse, esta quarta-feira, em Luanda, que o Angola Convention Bureau é um instrumento de dinamização económica para valorizar e apoiar a rentabilização de infra-estruturas modernas de que o país dispõe.

José de Lima Massano discursava no lançamento do Angola Convention Bureau como estrutura para reforçar a coordenação e orientação institucional na captação e organização de cimeiras, convenções e exposições internacionais de grande dimensão em Angola, reflectindo a ambição do país de desenvolver e participar na indústria turística mundial.

Entre as estruturas de que o país dispõe, o ministro de Estado enumerou o novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, a rede hoteleira e de restauração, o Centro de Convenções de Talatona, assim como o Centro de Conferências da Chicala, que entra em funcionamento ainda este ano.

Recordou que, em 2025, Angola acolheu as cimeiras de Negócios Estados Unidos da América–África, de Financiamento de Infra-estruturas em África e União Africana–União Europeia, eventos que mobilizaram mais de mil participantes internacionais cada um, eventos que demonstraram a capacidade do país para organizar encontros de dimensão intercontinental.

Realçou a necessidade de criação de uma entidade dedicada à promoção estruturada de Angola como destino de eventos e de turismo de negócios, que levou o Conselho de Ministros, a 23 de dezembro de 2025, a institucionalizar o Angola Convention Bureau, como uma das medidas estratégicas para o desenvolvimento do turismo de eventos.

José de Lima Massano enfatizou que têm sido concretizadas medidas concretas para dinamizar o sector do turismo em Angola, entre as quais a implementação do programa Comunica Turismo 2025–2027, o alargamento da isenção de vistos de turismo, abrangendo mais de 100 países, e a publicação do Catálogo e Qualificador das Profissões.

Realçou ainda, para os próximos dias, a institucionalização da identidade visual da marca Visit Angola, em feiras e eventos internacionais.

Recordou que p país vive hoje um momento de maior estabilidade macro-económica, sustentada por um crescimento mais diversificado, em que a economia não petrolífera cresceu 5,11 por cento, em 2025, com destaque para a agro-pecuária e silvicultura, extração de diamantes e outros minerais, indústria transformadora e comércio, telecomunicações, transportes e armazenagem.

A estrutura económica nacional apresenta sinais claros de transformação, em que os serviços representam 46,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), agro-pecuária 25,2, indústria extractiva 15,4 e indústria transformadora 11,7 por cento, deu a conhecer José de Lima Massano.

O sub-sector do alojamento e da restauração contribui directamente com 1,4 por cento para o PIB, realçou o ministro de Estado.

Participaram na cerimónia de lançamento o ministro do Turismo, Márcio Daniel, membros do Executivo, o presidente Executivo da Associação Internacional de Congressos e Convenções, Senthil Srinivasan, operadores e empresários.

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