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Nações Unidas lançam em Angola Rede do Pacto Global

Nações Unidas lançam em Angola Rede do Pacto Global
Nações Unidas lançam em Angola Rede do Pacto Global Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h38 12/05/2026 - Actualizado às 13h38 12/05/2026

Luanda – O Pacto Global das Nações Unidas lançou oficialmente esta segunda-feira, em Luanda, a sua rede local em Angola, denominada Global Compact Country Network Angola, iniciativa que visa mobilizar o sector privado nacional para a adopção de práticas de negócio sustentáveis centradas no desenvolvimento do capital humano.

A secretária-geral adjunta do Pacto Global da ONU, Sanda Ojiambo, disse, no lançamento formal da Rede em Angola, que a organização serve como uma plataforma estratégica para que as empresas angolanas alinhem as suas operações aos princípios universais da organização, como direitos humanos, trabalho, ambiente e anti-corrupção.

Na ocasião, destacou a economia de Angola como uma das dez maiores de África e que possui um potencial enorme para liderar o desenvolvimento sustentável africano.

Na visão de Sanda Ojiambo, no que toca a resiliência económica e competitividade, a entrada de Angola na plataforma global, que já integra mais de 23 mil empresas em 160 países, surge num momento de desafios na economia mundial, e sublinhou que a sustentabilidade é uma tendência e uma necessidade para a competitividade a longo prazo.

Salientou que o sector privado em Angola é crítico para a criação de emprego, inovação e investimento, pelo que, através da rede, vão ser oferecidas ferramentas práticas para que as empresas possam traduzir as suas ambições de sustentabilidade em acções concretas e crescimento resiliente.

Adiantou que a Rede Local em Angola deverá facilitar o acesso a diversos programas globais e regionais, com destaque para a Academy Online, que oferece formação em práticas ESG (Ambiente, Social e Governação), e os Aceleradores, focados em igualdade de género e acção climática.

Acrescentou que constam das prioridades a iniciativa “Forward Faster”, que orienta a aceleração de metas sobre salário digno, e a CFO Coalition, destinada ao alinhamento de estratégias financeiras com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A directora executiva do Pacto Global realçou, por outro lado, o papel do programa SPARK, vocacionado para as pequenas e médias empresas, e explicou que o objectivo é apoiar fornecedores locais na redução de emissões e no cumprimento de normas de direitos humanos, tornando-os parceiros preferenciais em cadeias de valor globais.

O lançamento da rede em Luanda contou com o apoio do Governo de Angola, da coordenação residente da ONU e de líderes de seis empresas pioneiras que já integram a rede angolana, representando os sectores da banca e finanças.

O Pacto Global é a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, lançada há mais de 25 anos, pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, com o objectivo de conferir uma face humana ao mercado global.

Pacto Global da ONU em Angola conta com 65 empresas

Segundo se soube, 65 empresas de diversos sectores e dimensões em Angola já formalizaram a sua adesão ao Pacto Global das Nações Unidas, com vista a implementar práticas de sustentabilidade e responsabilidade social.

De acordo a directora executiva do Pacto Global da ONU em Angola, Eliana dos Santos, a rede já acolhe as 65 comprometidas com o Pacto Global das Nações Unidas, desde grandes corporações à pequenas e médias empresas.

Esclareceu que embora o lançamento oficial ocorra nesta data (11 de Maio), o trabalho de campo iniciou há quatro anos, com um foco inicial no sector financeiro angolano, devido a sua maior propensão e experiência em mercados internacionais.

No quadro do compromisso e transparência, Eliana dos Santos explicou que a adesão ao pacto exige um compromisso ao mais alto nível das organizações, nomeadamente dos conselhos de administração ou direcções gerais, e enfatizou que as empresas aderentes devem guiar-se pelos dez princípios fundamentais do Pacto Global, que abrangem áreas como os direitos humanos, trabalho, ambiente e anti-corrupção.

Para a directora executiva, o objectivo central é que as empresas operem com maior responsabilidade social e ambiental, olhando atentamente para a sua cadeia de fornecedores e alinhando-se aos padrões internacionais.

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