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José de Lima Massano revela que agricultura lidera economia angolana

Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, participa em mesa-redonda sobre agricultura sustentável
Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, participa em mesa-redonda sobre agricultura sustentável Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 11h22 13/05/2026

Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, revelou, esta terça-feira, em Nairobi (Kenya) que o sector agro-pecuário duplicou o seu peso na economia, nos últimos dez anos, ao passar de 13,66 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2015, para 25,43 em 2025.

Segundo José de Lima Massano, que falava numa mesa-redonda sobre agricultura sustentável, realizada à margem do Fórum África-França, que decorreu de 11 a 12 do corrente mês naquele país, os dados apontados coloca a agricultura como o maior contribuinte para a estrutura produtiva de Angola e ultrapassa o sector petrolífero.

Ao partilhar os resultados da política de segurança alimentar em curso no país, afirmou que “a produção em Angola ultrapassou 30,4 milhões de toneladas, na campanha agrícola 2024/25, registando um aumento de 8,5 por cento, face ao período anterior, com destaque para o milho, trigo, mandioca, batata-doce, hortícolas, frutas e café comercial”.

Estes resultados, ressaltou, serão reforçados com a entrada em funcionamento da primeira fábrica de amoníaco e ureia para produção local de fertilizantes, prevista para 2027.

Na sua intervenção, o ministro de Estado referiu que “a agricultura em África deve ser tratada como segurança estratégica continental”, e considerou ser uma prioridade social.

Para José de Lima Massano, a segurança alimentar em África ultrapassou a esfera social para se afirmar como um "imperativo estratégico" de soberania económica, estabilidade e resiliência do continente.

Defendeu que para reduzir a dependência e aumentar a resiliência, é urgente acelerar investimentos em infra-estruturas como irrigação, mecanização, investigação agrícola, cadeias logísticas, armazenamento, agro-indústria e financiamento rural.

Salientou que a capacidade de produção existe, como demonstram os números sobre produção agrícola em Angola, e o caminho passa pela manutenção de políticas públicas consistentes e integradoras.

Reconheceu que, apesar dos progressos, persistem desafios, apontando a crise no Médio Oriente como um exemplo claro de como os choques geopolíticos internacionais afectam directamente os sistemas alimentares africanos e provocam aumentos nos preços dos combustíveis, fertilizantes, seguros e transporte marítimo.

Para os países que ainda são importadores líquidos de alimentos, como muitos dos que compõem o continente, esta dependência externa continua a ser um factor de fragilidade acrescida, alertou, e reiterou que, perante tal cenário, a agenda agrícola de África deve ser encarada como segurança estratégica continental.

A Cimeira África Forward 2026, subordinada ao tema “Parcerias África-França para a Inovação e o Crescimento”, foi co-organizada pelo Kenya e pela França, no Centro Internacional de Conferências Kenyatta (KICC) e na Universidade de Nairobi.

O evento reuniu Chefes de Estado, líderes empresariais, empreendedores e investidores.

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