Angola acolhe em Novembro Cimeira Financeira de África
Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou, esta quinta-feira, em Kigali (Rwanda) que a escolha de Luanda (Angola) para acolher a Cimeira Financeira de África (AFIS), em Novembro do corrente ano, constitui um sinal de confiança internacional nas reformas económicas em curso no país.
Numa intervenção dirigida ao Conselho de Administração da Cimeira da Indústria Financeira Africana (AFIS - sigla inglesa), sublinhou que a escolha de Angola marca um voto de confiança internacional nas reformas económicas em curso e sinaliza a ascensão do país como um polo financeiro emergente no continente.
A escolha da capital angolana, Luanda, para acolher em Novembro a AFIS foi recebida pelo Governo como "um sinal de confiança e reconhecimento da importância de aproximar os centros financeiros das regiões de crescimento emergente do continente", acrescentou.
José de Lima Massano frisou que a cimeira será uma oportunidade para promover o diálogo entre Governos, instituições financeiras e investidores internacionais, fomentar parcerias em sectores prioritários como energia, agricultura, indústria e economia digital, e contribuir para os objectivos da integração económica africana.
"Mais do que um simples evento, queremos que seja uma demonstração de confiança no futuro e na capacidade do continente em construir os seus próprios mecanismos de crescimento sustentável e inclusivo", salientou José de Lima Massano.
Destacou que o Governo angolano ambiciona que Luanda sirva de “plataforma para resultados concretos, para a criação de redes de alto nível e para a geração de novas oportunidades para África".
“Luanda está pronta para receber AFIS e os seus parceiros”, frisou José de Lima Massano, enaltecendo o "profundo processo de transformação económica e institucional" que Angola atravessa.
Referindo-se às reformas em implementação no seu país, mencionou, entre outras, a simplificação de procedimentos administrativos, a melhoria dos mecanismos de licenciamento e o reforço das garantias legais para investidores.
Destacou ainda as reformas no mercado cambial, incluindo a abertura da conta de capital, que liberalizaram significativamente os fluxos financeiros transfronteiriços.
Outro marco importante apontado é o processo de privatizações e a abertura de capital a investidores privados em mais de 100 empresas, um movimento que considera essencial para dinamizar a economia nacional.
O ministro de Estado fez alusão aos resultados das reformas que começam a aparecer, com o sector não petrolífero a crescer mais de cinco por cento ao ano, nos últimos dois anos, o melhor desempenho da última década e representa actualmente cerca de 86 por cento da economia nacional.
Enfatizou que os números demonstram que "a diversificação económica é uma realidade", sublinhando que o Executivo angolano tem apostado no investimento em infra-estruturas estratégicas, designadamente abastecimento de água, energia, conectividade digital, estradas, caminhos-de-ferro, portos, aeroportos e corredores logísticos.
Disse que a ambição é "estabelecer as bases necessárias para acelerar a actividade produtiva, reduzir os custos operacionais das empresas e ligar a produção aos principais centros de consumo".
O ministro de Estado para a Coordenação Económica, que participa desde quinta-feira, em representação do Presidente da República, João Lourenço, no Africa CEO Forum 2026, desenvolve, à margem do evento, uma intensa agenda de contactos institucionais e empresariais com grupos financeiros e investidores internacionais interessados nas oportunidades económicas de Angola.
Entre as audiências, destacam-se com o director executivo para África da DP World, Mohammed Akoojee, e com o presidente da Schneider Electric, Jean-Pascal Tricoire.
A agenda incluiu igualmente reuniões com o presidente e CEO da Africa Global Logistics (AGL), Philippe Labonne, bem como encontros com o director para Desenvolvimento de Negócios para África e Médio Oriente, Thierry Cloutet da Airbus, o presidente do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África, Abdullah Kh. Almusaidbeeh, e o vice-presidente para África Austral e oriental da VISA, Michael Berner.
A edição de 2026 do Africa CEO Forum decorre sob o lema "O Imperativo da Escala: Porque Razão África Deve Abraçar a Propriedade Partilhada", e reúne cerca de dois mil e 500 participantes provenientes de 75 países.