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Ministro de Estado destaca reformas em curso em Angola

Ministro de Estado destaca reformas em curso em Angola
Ministro de Estado destaca reformas em curso em Angola Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h37 17/05/2026 - Actualizado às 10h37 17/05/2026

Luanda — O Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou sexta-feira, em Kigali, Ruanda, que Angola está determinada a consolidar um ambiente de negócios mais previsível e competitivo, sustentado por reformas “estruturais e irreversíveis”.

O governante, que interveio no painel “Invest in Angola”, no último dia do Africa CEO Forum 2026, em representação do Presidente da República, João Lourenço, sublinhou que “as reformas em curso em Angola são estruturais e irreversíveis”.

O governante destacou as medidas adoptadas nos últimos anos para melhorar o ambiente de negócios, incluindo a simplificação de procedimentos administrativos, facilitação do licenciamento empresarial, liberalização gradual dos fluxos financeiros e isenção de vistos para cidadãos de mais de 100 países.

José de Lima Massano afirmou que o objectivo é criar condições para que o investidor encontre maior segurança jurídica, transparência e eficiência institucional, tendo recordado que Angola está a executar um amplo programa de privatizações, com mais de 100 empresas estatais inseridas no processo de alienação parcial ou total, abrindo espaço à iniciativa privada em vários sectores da economia.

O governante salientou ainda o crescimento sustentado do sector não petrolífero, que tem registado uma expansão superior a 5% ao ano e que representa actualmente cerca de 86% da actividade económica nacional.

Neste quadro, a agricultura foi apresentada como o principal contributo para a estrutura produtiva interna, ultrapassando o tradicional peso do sector petrolífero.

Sublinhou igualmente factores considerados estratégicos para o investimento privado, entre os quais a estabilidade política e macroeconómica, a abundância de recursos naturais, os investimentos contínuos em infra-estruturas, como aeroportos, portos, barragens, centrais de tratamento de água, zonas de desenvolvimento económico e centros de convenções, bem como a posição geoestratégica do país como porta de entrada para a África Austral e Central.

Entre os sectores considerados prioritários para o investimento privado constam agricultura e agro-indústria, energia, logística e transportes, tecnologia e inovação, bem como a indústria transformadora, áreas que o Executivo considera fundamentais para aumentar a produção nacional, reduzir importações e criar emprego.

Angola reafirmou também a aposta na integração económica africana, defendendo maior cooperação regional, facilitação do comércio intra-africano e desenvolvimento de corredores logísticos como instrumentos essenciais para acelerar o crescimento do continente.

A sessão reuniu mais de 130 participantes, entre empresários, investidores e representantes governamentais interessados nas oportunidades de investimento em Angola, num momento em que o país procura consolidar o processo de diversificação económica e reforçar o crescimento do sector não petrolífero.

A participação angolana no fórum ficou também marcada por encontros do Ministro de Estado com investidores africanos, instituições financeiras internacionais e grupos empresariais interessados em oportunidades no mercado nacional.

O Africa CEO Forum decorreu em Kigali sob o lema “O Imperativo da Escala: Porque África Deve Abraçar a Propriedade Partilhada”, com debates centrados na transição das economias africanas de um crescimento fragmentado para uma competitividade à escala continental.

A cidade de Kigali, que acolheu o fórum pela terceira vez, recebeu cerca de 2.800 participantes provenientes de mais de 70 países. O evento foi organizado pelo Jeune Afrique Media Group em co-parceria com a International Finance Corporation, do Grupo Banco Mundial.

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