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BNA anuncia integração do kwanza no sistema de pagamentos da África Austral

Notas do Kwanza, moeda nacional de Angola
Notas do Kwanza, moeda nacional de Angola Imagens: BNA

Redacção

Publicado às 12h41 28/05/2026

Luanda - A integração do kwanza como moeda de liquidação no Sistema de Pagamentos em Tempo Real da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC-RTGS) está prevista para o segundo semestre de 2026.

O anúncio foi feito pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, durante a conferência organizada pela revista Economia e Mercado, em parceria com a PwC, dedicada ao futuro da banca em Angola.

Segundo Manuel Tiago Dias, citado pela Lusa, a medida representa um avanço significativo na soberania monetária do país, ao reduzir a dependência da intermediação cambial e ampliar o uso do kwanza em transacções regionais, .

Na prática, as empresas angolanas passarão a poder negociar directamente com parceiros de outros países da região na moeda nacional, com ganhos em rapidez, redução de custos e estímulo ao comércio transfronteiriço.

O governador abordou igualmente os avanços de Angola no combate ao branqueamento de capitais, destacando reformas que alinharam o país aos padrões internacionais.

Entre as mudanças estruturantes, mencionou a institucionalização da função de compliance, a criação da Unidade de Informação Financeira e a adopção de princípios de governação corporativa com sistemas de controlo interno robustos.

Também foi sublinhada a adopção das normas IAS e IFRS, que elevaram a transparência e a credibilidade do sistema bancário angolano na elaboração e divulgação das demonstrações financeiras.

No capítulo da inovação, destacou a incorporação de soluções tecnológicas avançadas no sistema de pagamentos nacional, nomeadamente pagamentos por código QR, tecnologia contactless e pagamentos instantâneos, com destaque para o Kwik, plataforma que permite transferências em tempo real de forma simples e acessível.

Foram ainda referidos o desenvolvimento do Open Banking e Inteligência Artificial, com o BNA a planear um diagnóstico sobre o grau de utilização desta ferramenta no sector, com vista à sua futura regulamentação.

Realçou o compromisso do BNA com a sustentabilidade, citando a publicação de princípios e guias com recomendações concretas para que as instituições financeiras avaliem e mitiguem riscos socio-ambientais.

O encontro decorreu sob o lema “Futuro da Banca em Angola: Resiliência, Inovação e Sustentabilidade do Negócio”.

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