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Governo disponibiliza mais de mil milhões de dólares para água na Huíla

Governo disponibiliza mais de mil milhões de dólares para água na HuílaImagem: DR

01/05/2026 11h34

Lubango - O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA) na Huíla tem um investimento global de mil milhões 612 mil dólares, para reforçar a segurança hídrica a 1,37 milhões de pessoas.

Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o “Executivo assumiu a decisão de transformar o Sul de Angola, enfrentando com coragem, planeamento e investimento um dos seus maiores desafios históricos, a seca cíclica e os seus impactos sociais, económicos e ambientais”.

Ao falar no acto de lançamento do PCESSA na Huíla, o governante afirmou que hoje essa visão transforma-se em obra concreta, que representa esperança, segurança hídrica e oportunidades económicas, com a integração desta província num dos programas mais robustos de infra-estruturas relacionadas à água.

Para o Lubango, o ministro disse que a iniciativa vai permitir mais água nas torneiras, reforçar a saúde pública, reduzir o esforço das famílias na busca do líquido, bem como mais valorização urbana e maior capacidade produtiva.

Quanto aos municípios da Chibia e dos Gambos, zonas vulneráveis à escassez de água, também abrangidos no programa, sinalizou que o impacto será transformador, representando mais produção agrícola, rendimento, alimento familiar e menor êxodo rural, bem como maior estabilidade social.

João Baptista Borges frisou que o canal do Cafu, na província do Cunene, demonstrou que a visão estratégica, quando executada com seriedade salva vidas, apoia o gado, fixa populações e devolve confiança às comunidades.

Ao passo que no Namibe avançou-se com o aumento de projectos estruturais, incluindo sistemas de retenção e abastecimento da água, represas e novas soluções para aumentar a disponibilidade hídrica e apoiar o desenvolvimento económico.

Ressaltou que a Huíla junta-se como força renovada para essa nova geografia da água agrícola, onde o desenvolvimento deixa de depender apenas da chuva e a engenharia, a ciência e a vontade política criam o futuro.

Sublinhou que as obras irão respeitar rigorosamente os padrões técnicos, ambientais e sociais definidos, com fiscalização permanente, responsabilidade contratual e foco absoluto nos resultados.

Alertou que cada ponto investido deve traduzir-se em benefício público, cada metro de conduta servir uma comunidade, cada barragem gerar progresso e cada obra honrar a confiança do povo angolano.

Por sua vez, o governador da Huíla, Nuno Mahapi disse que a província, em particular a cidade do Lubango, enfrenta dificuldades no acesso à água, uma realidade que decorre, em grande medida, do facto do abastecimento depender exclusivamente de fontes subterrâneas, o que se tem revelado insuficiente face à crescente pressão demográfica da província.

O governador frisou que a ausência de infra-estruturas adequadas para alterar o aproveitamento da água subterrânea, faz com que se perca um grande volume de águas pluviais, pelo que a o PCESSA aparece como solução mais importante para os desafios expressados na província relacionados com a água.

O PCESSA na Huíla íntegra 12 lotes de intervenção, com horizonte de execução até 2030, contemplando barragens, sistemas de captação, canais adutores, estações elevatórias, redes de distribuição, furos, reservatórios e outras infra-estruturas.

Para além de beneficiar 1,37 milhões de pessoas, o programa na Huíla vai permitir o abeberamento de 725 mil cabeças de gado e 10 mil hectares de irrigação.

Os resultados do Censo 2024 indicam que residem na província da Huíla três milhões, 302 mil 866 habitantes.

 

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