INVESTIMENTOS
AIPEX prioriza sector produtivo na captação de investimento
08/05/2026 10h17
Luanda - O presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX), Arlindo das Chagas Rangel, reiterou, terça-feira última, em Luanda, que os sectores produtivos continuam a ser o foco da estratégia de captação de investimento, com destaque para a agricultura, indústria e logística.
Em declarações à imprensa, à margem do terceiro Fórum Angola-União Europeia, Arlindo das Chagas Rangel afirmou que o desenvolvimento do Corredor do Lobito abre espaço para a participação de pequenas e médias empresas, consideradas essenciais para o dinamismo da economia nacional.
Revelou que a captação de investimento tem registado uma evolução positiva, ainda que abaixo do desejado, assegurando que os dados actualizados serão divulgados brevemente.
Em relação ao ambiente de negócios, reconheceu a existência de constrangimentos, mas garantiu que estão a ser implementadas medidas para a sua melhoria, e sublinhou que se trata de um processo contínuo, que envolve o esforço conjunto das instituições públicas, empresários e demais actores económicos.
Segundo Arlindo das Chagas Rangel, citado pelo jornal Economia e Finanças, a estabilidade macro-económica, disponibilidade de recursos naturais, acesso à energia e ambiente político estável são factores que tornam Angola um destino atractivo para o investimento.
Por seu lado, a embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, defendeu que o Corredor do Lobito não se deve limitar ao escoamento de matérias-primas provenientes da região, mas contribuir para a diversificação da economia nacional e o desenvolvimento de novos sectores produtivos.
Neste contexto, defendeu a necessidade de potenciar as cadeias de valor locais para criar riqueza sustentável e fomentar a integração económica regional.
Rosário Bento Pais sublinhou que a visão europeia assenta numa abordagem integrada, no âmbito da estratégia Global Gateway, que privilegia investimentos com impacto económico, social e ambiental.
Segundo a diplomata, o objectivo é transformar o corredor num espaço de criação de valor, através do desenvolvimento de cadeias produtivas nos sectores da agricultura, energia, logística e digitalização, promovendo simultaneamente a formação de quadros e o reforço de competências locais.
Sublinhou que esta abordagem permitirá gerar emprego, com especial incidência na juventude e nas mulheres, bem como melhorar as condições de vida das populações nas províncias atravessadas pelo corredor em Angola, na República Democrática do Congo e na Zâmbia.
De acordo com a embaixadora, o fórum visou atrair empresas europeias para investir em Angola e explorar oportunidades concretas ao longo do Corredor do Lobito.
A diplomata considerou que estas acções são fundamentais para aproximar investidores internacionais de projectos estruturantes, facilitando a concretização de parcerias e o financiamento de iniciativas económicas.