PESCAS
Porto pesqueiro do Tômbwa vai beneficiar de obras
18/05/2026 11h44
Luanda - A ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, procedeu, este sábado, ao lançamento da primeira pedra para a construção e apetrechamento da Lota do Porto Pesqueiro no município do Tômbwa (Namibe), num investimento de cerca de 24,7 mil milhões de kwanzas e prazo de execução de 24 meses.
Na ocasião, Carmen do Sacramento Neto, que esteve acompanhada do governador do Namibe, Archer Mangueira, disse que as novas infra-estruturas que vão beneficiar o porto pesqueiro do Tômbwa visam garantir uma venda organizada e um maior controlo das capturas.
A ministra, que falava no acto de consignação e lançamento da primeira pedra da empreitada, referiu que a iniciativa enquadra-se na estratégia de desenvolvimento do sector pesqueiro do país, e sublinhou que, com a lota, o porto, construído em 2015 e inaugurado em 2017, estará mais completo e com dimensão de recepção do pescado de nível mundial.
Salientou que a infra-estrutura vai estar em condições de receber pesca semi-industrial, industrial e artesanal por comportar um cais.
Por seu lado, o governador provincial do Namibe, Archer Mangueira, ressaltou que a lota vai comportar infra-estruturas completas de recepcão, processamento, conservação, leilão e expedição, em conformidade com os requisitos higiénico-sanitários dos produtos de pesca.
Sublinhou que a infra-estrutura também vai permitir que a captura e a primeira venda do pescado se faça em condições higiénico-sanitárias adequadas, enfatizando que a lota vai também possibilitar que a actividade piscatória no Namibe esteja em conformidade com o plano de organização da cadeia da pesca artesanal, que se tem vindo a desenvolver.
Recordou que a organização da cadeia da pesca artesanal "não significa simplesmente organizar as cooperativas, mas impõe também ter infra-estruturas que permitam e que facilitem a actividade da pesca".
A lota vai ser erguida numa área de 40 mil metros quadrados, com um custo de mais de 24 mil 748 milhões 815 mil kwanzas, e vai incluir um mercado, onde será feita a venda de peixe, materiais destinados à actividade piscatória, edifícios e zonas de processamento, conservação e leilão.