PRODUçãO
Produtores desafiados a atingir cinco milhões de toneladas de alimentos
23/05/2026 13h02
Luanda - Os produtores apoiados pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) foram desafiados, quinta-feira, a alcançar, nos próximos tempos, a meta de cinco milhões de toneladas de alimentos para o reforço da segurança alimentar e de expansão da produção nacional.
O desafio foi lançado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante um encontro de trabalho com o Conselho de Administração e funcionários da instituição, após a apresentação do Relatório de Desempenho Institucional de 2025, que revelou uma produção estimada de 1,23 milhões de toneladas.
Actualmente, segundo o Portal do Governo de Angola, a produção na nacional de alimentos está acima de 30 milhões de toneladas.
Na ocasião, o governante encorajou, também, os quadros da instituição a prosseguirem os esforços de organização interna e fortalecimento operacional, considerando o papel crescente do FADA no apoio à produção nacional.
“Temos de chegar aos cinco milhões de toneladas de alimentos. Essa meta tem de estar presente em toda a estrutura”, sublinhou.
As acções financiadas pelo FADA, em 2025, permitiram atingir uma produção estimada em 1.234.428 toneladas, abrangendo fileiras como cereais, raízes e tubérculos, leguminosas e oleaginosas, frutas e hortícolas, numa área de cultivo de 129.284 hectares.
Produtores financiados
No plano social, estima-se que os programas do FADA tenham beneficiado directamente 17.807 produtores financiados e alcançado 103.283 beneficiários indirectos em várias províncias do país.
Por outro lado, o ministro de Estado para a Coordenação Económico elogiou o trabalho desenvolvido pela instituição, afirmando que o FADA “tem vindo a ganhar visibilidade” e a produzir impactos positivos na vida das famílias angolanas, sobretudo nas comunidades rurais.
“Vocês são a nossa tropa, a extensão da nossa acção”, afirmou.
No entanto, alertou, para a necessidade de maior rigor na avaliação dos projectos financiados e no acompanhamento da aplicação dos recursos públicos.
“Não se trata de doação, temos que assegurar a recuperação”, concluiu José de Lima Massano, defendendo que a sustentabilidade do fundo depende da responsabilização dos beneficiários e da recuperação efectiva dos créditos concedidos.