DíVIDA
Dívida de Angola com a China fixada actualmente em 12,9 mil milhões de dólares
28/05/2026 17h44
Luanda - A dívida de Angola com a China registou uma redução para 12,9 mil milhões de dólares, em 2025, de um total de cerca de 24 mil milhões, revelou, esta quarta-feira, em Luanda, o embaixador chinês acreditado no país, Zhang Bin.
De acordo com o diplomata, que falava numa conferência de imprensa que serviu para abordar as relações sino-africanas e sino-angolanas, bem como a aplicação da tarifa zero pelo Estado chinês, a redução da dívida deve-se ao esforço contínuo do Executivo angolano em amortizar o passivo e renegociar os termos de pagamento, permitindo a libertação de receitas anteriormente cativas em contas de garantia.
Zhang Bin adiantou que, volvidos mais de seis meses, acredita que a actual dívida tende a diminuir para cerca de 11 mil milhões de dólares.
Lembrou que a recente visita à China da ministra angolana das Finanças, Vera Daves de Sousa, permitiu com o seu homólogo chegar a um consenso de serviços de dívidas que satisfazem as necessidades de ambas as partes.
Deu a conhecer que está em discussão, depois de terminar o presente empréstimo, outras formas de financiamento entre os dois Governos.
O diplomata chinês sublinhou que os dois países têm procurado mecanismos de modo que os bancos da China ofereçam uma cota ou orçamento para bancos locais para que possam dar créditos directos para as entidades locais.
Disse, citado pela Angop, que até à presente data, cerca de 600 empresas chinesas investem em Angola nos mais variados sectores.
Em relação ao volume de negócios entre os dois países em 2025, revelou que registou uma ligeira descida, cifrando-se em torno de 20,88 mil milhões de dólares, resultado da volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional.
Destacou ainda que, no sector agrícola, o arroz produzido com o investimento chinês já representa 25 por cento do total da produção nacional de Angola.
Do mesmo modo, no domínio da aquicultura, o investimento chinês já representa 33,3 por cento de toda produção local pesqueira.
Desde o dia 01 do corrente mês, a China iniciou a aplicação de uma política de tarifa zero sobre 100 por cento das importações provenientes de 53 países africanos com quem o seu país tem relações diplomáticas, incluindo Angola.
A medida vai vigorar até 2028 e visa diversificar as exportações africanas e promover a industrialização do continente.