TECNOLOGIA
Feira de Geotecnologias reúne cerca de 60 expositores em Luanda
30/05/2026 12h41
Luanda – A primeira edição da Feira de Geotecnologias abriu, sexta-feira, em Luanda, com o objectivo de promover a utilização das tecnologias geoespaciais como instrumento de apoio à governação, ordenamento do território, prevenção de catástrofes naturais e desenvolvimento urbano sustentável.
Em declarações à imprensa, o director-geral da Geotecnologias TOPO-TEAM, Paulo Enoc, afirmou que a iniciativa pretende criar um ecossistema de representatividade das geotecnologias, valorizando o sector enquanto ferramenta estratégica para tornar as decisões governativas mais assertivas e ligadas às reais necessidades das populações.
Segundo o responsável, a aplicação das geotecnologias permitirá traduzir a governação em evidência, deixando de existir apenas decisões tomadas no papel para uma actuação mais directa sobre o território.
A feira reúne 57 expositores, entre empresas petrolíferas, instituições de diversos sectores, startups, instituições públicas, estudantes e entidades consumidoras de soluções tecnológicas, contando ainda com 16 municípios de Luanda.
No domínio internacional, participam parceiros com capital angolano e estrangeiro, entre os quais a Naslan Angola, empresa com participação americana.
Durante dois dias, o certame vai expor tecnologias ligadas à geodesia, cartografia, fotogrametria, drones, sistemas de informação geográfica e monitorização territorial, além de soluções aplicadas aos sectores mineiro, urbanístico e de segurança pública.
Entre as instituições presentes destacam-se o Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA), o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), o Grupo Catoca e os departamentos municipais ligados ao ordenamento do território.
Paulo Enoc defendeu a criação de um cadastro nacional de terras como medida fundamental para combater conflitos fundiários, ocupações irregulares e construções em zonas de risco.
Explicou que, através da codificação e registo digital das parcelas de terra, será possível evitar a atribuição duplicada de terrenos e melhorar o controlo urbanístico.
O responsável sublinhou igualmente que o uso destas tecnologias poderá contribuir para a monitorização de fenómenos naturais, permitindo antecipar riscos e evacuar populações em situações de emergência.
“Com as geotecnologias teremos bairros melhor ordenados, cidades mais organizadas e um melhor aproveitamento das terras, criando bases para cidades inteligentes”, afirmou.
A organização pretende transformar a Feira de Geotecnologias num evento anual e futuramente numa referência regional e internacional.
Paulo Enoc considerou que a realização da primeira edição representa “um marco histórico para Angola”, tendo defendido maior adesão de parceiros públicos e privados nas próximas edições.
Na ocasião, o administrador municipal do Rangel, Lourenço Luís Domingos, disse que a realização da primeira Feira de Geotecnologias enquadra-se nas ações do Governo Provincial de Luanda para reorganizar o comércio e combater a venda desordenada no município.
Segundo o responsável, a iniciativa representa também uma oportunidade de promoção económica e valorização do setor tecnológico local.
Afirmou ainda que a feira, promovida pela TOPO-TEAM, contribui para a criação de empregos temporários, troca de experiências e demonstração das potencialidades tecnológicas da província.
A actividade decorre nos dias 29 e 30, com acesso gratuito do público.