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Angola defende integração aérea africana

Ministro dos Transportes participa na Convenção e Expo Africana do Transporte Aéreo 2026, que decorre em Lomé (Togo)
Ministro dos Transportes participa na Convenção e Expo Africana do Transporte Aéreo 2026, que decorre em Lomé (Togo) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 08h06 18/06/2026

Luanda - O ministro dos Transportes, Ricardo D'Abreu, defendeu a necessidade de celeridade na implementação efectiva do Mercado Único de Transporte Aéreo Africano, e considerou o Corredor do Lobito uma referência regional de conectividade e cooperação.

Ricardo D'Abreu encontra-se em Lomé (Togo) a participar na Convenção e Expo Africana do Transporte Aéreo 2026, sob organização da Comissão Africana da Aviação Civil, em parceria com a União Africana.

Ao intervir num debate ministerial, o governante angolano sublinhou que o principal desafio da aviação no continente africano já não reside na definição de compromissos políticos, mas na execução prática das medidas para reforçar a conectividade entre os Estados, facilitar a mobilidade e potenciar o comércio.

Ricardo D'Abreu considerou a integração aérea africana como uma condição indispensável para o crescimento económico do continente, e recordou que África dispõe, actualmente, de instrumentos políticos necessários para avançar, pelo que o desafio actual passa por transformar compromissos em resultados concretos para os cidadãos, empresas e economias africanas.

Na sequência da adopção da Declaração de Lomé, Ricardo D'Abreu destacou que o continente deve focar-se na criação de oportunidades para as novas gerações, através da conectividade.

Na sessão dedicada à carga aérea e ao desenvolvimento de corredores de transporte, Angola apresentou o Corredor do Lobito como uma referência de integração multimodal, entre as infra-estruturas portuárias, ferroviárias, logísticas e aeroportuárias.

O projecto é visto como um motor para impulsionar a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

Na ocasião, o ministro defendeu uma abordagem integrada que articule portos, caminhos-de-ferro e plataformas logísticas, incluindo a valorização de aeroportos secundários localizados junto de zonas agrícolas, industriais e mineiras.

Apelou ainda a uma maior coordenação entre as autoridades da aviação civil, migração, comércio, turismo, saúde e alfândegas para reduzir os constrangimentos operacionais que afectam a livre circulação no continente.

À margem do evento, o ministro dos Transportes manteve um encontro de trabalho com responsáveis do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que manifestaram interesse em aprofundar a cooperação com Angola, através do financiamento de projectos estruturantes e fortalecimento do ecossistema da aviação civil no país.

Realizou-se igualmente uma reunião com representantes da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), focada em estratégias para promover o destino Angola, potenciar o turismo e estimular o comércio regional.

A delegação angolana no fórum integra a presidente do Conselho de Administração da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Amélia Domingues Kuvingua, o administrador não-executivo da TAAG, Adiron Alberto, além de outros quadros do sector.

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