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Angola dá nota positiva à Cimeira de Investimentos no Turismo 2026

Angola dá nota positiva à Cimeira de Investimentos no Turismo 2026
Angola dá nota positiva à Cimeira de Investimentos no Turismo 2026 Imagens: DR

Redacção

Publicado às 15h50 20/06/2026 - Actualizado às 15h50 20/06/2026

Luanda – O ministro do Turismo, Márcio Daniel, deu nota positiva à realização do “Angola Investment Summit 2026”, que decorreu nos dias 18 e 19 deste mês, em Luanda, por reflectir "vontades explícitas de se investir" no país, através de diversas parcerias ligadas ao sector turístico.

O evento, que reuniu mais de 1 200 delegados e resultou na celebração de 11 acordos de investimento, permitiu congregar investidores internacionais, com destaque para as regiões do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Bahrein), Turquia, Europa e China.

A propósito, o governante angolano destacou que o fórum reflectiu "vontades explícitas de investir" e não meras intenções, tratando-se de parcerias de variada natureza que haviam sido previamente negociadas.

No quadro das Parcerias Público-Privadas (PPP), Márcio Daniel destacou a eficácia da metodologia adotada para o evento e explicou que as oportunidades apresentadas contam com o financiamento público garantido para as infra-estruturas integradas. "Isto facilitou o diálogo com os investidores, porque eles sentem o compromisso do Estado em cuidar da sua responsabilidade", referiu.

Em declarações à imprensa, o ministro destacou o acordo com o grupo internacional TUI, que além de assumir a gestão de um hotel-escola cedido pelo Estado, assinou um contrato privado com um fundo de investimento local para financiar a construção de uma unidade hoteleira de cinco estrelas na região do Okavango.

Foram também rubricados acordos entre grupos empresariais nacionais e investidores do Golfo Pérsico, nas áreas de construção e gestão hoteleira.

Questionado sobre os próximos passos para garantir a concretização dos memorandos, o governante anunciou o arranque da segunda fase da estratégia turística nacional. “Nos últimos dois anos, o nosso objectivo foi deixar de ser um destino turístico desconhecido, mas ser um destino emergente, sendo o próximo passo transformar Angola num bom destino para investimento", clarificou.

Reforçou que, nos próximos oito meses, o Executivo pretende levar projectos turísticos estruturados às principais praças financeiras internacionais.

Para o efeito, em parceria com a ONU Turismo, Angola será um dos membros fundadores de uma plataforma de aceleração de projectos de investimento, focada na elaboração de estudos de viabilidade comercial (feasibility studies), com vista a apresentar aos grandes investidores "projectos bancáveis".

Relativamente aos elevados preços praticados no mercado nacional, o governante defendeu que o verdadeiro desafio reside na redistribuição da renda e na criação de mecanismos de mercado que mitiguem a sazonalidade da procura, actualmente concentrada nos fins de semana e feriados prolongados.

Para responder a esse cenário, o Ministério do Turismo celebrou recentemente acordos com o Standard Bank, o Banco Atlântico e o BFA, com vista ao financiamento à procura através do pagamento parcelado de pacotes turísticos.

Segundo o ministro, o crédito ao consumo permitirá democratizar o acesso ao turismo a franjas como enfermeiros, professores, polícias e militares.

"Se pudermos parcelar o pagamento, o acesso aos serviços fica mais democratizado. Com uma procura menos sazonal, a oferta estabiliza e o próprio sistema financeiro ganha maior confiança para financiar o sector, devido ao fluxo de caixa permanente", concluiu.

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