Economia

Economia


PUBLICIDADE

Isaac dos Anjos defende integração das comunidades no desenvolvimento agrícola

Agricultura em Angola
Agricultura em Angola Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h31 29/06/2026

Luanda - O ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, disse, em Luanda, que o Projecto de Desenvolvimento das Cadeias de Valor Agro-pecuárias no Leste de Angola representa uma oportunidade inédita para fortalecer a agricultura familiar e integrar as comunidades locais na economia nacional.

Segundo Isaac dos Anjos, que falava, quinta-feira última, no workshop de lançamento do Projecto de Desenvolvimento de Cadeias de Valor Agro-pecuárias da Região Leste de Angola, a estratégia assenta na aplicação do princípio fiduciário, já adoptado em países como Botswana e Namíbia, que reconhece às comunidades o direito de demarcar e delimitar os seus territórios.

Isaac dos Anjos explicou que, uma vez registadas como propriedade fiduciária, essas áreas podem ser integradas na economia formal, permitindo a realização de investimentos nos sectores agrícola, turístico e hoteleiro, sempre mediante consulta e participação das comunidades.

"O que pretendemos é mostrar que é possível mobilizar recursos e criar oportunidades sem deixar ninguém para trás", afirmou, citado pelo JA Online.

Sublinhou que este modelo garante que os territórios comunitários gerem rendimento para as populações locais e que os investimentos respeitem os seus direitos e interesses.

Além da inovação jurídica, o projecto contempla a abertura de 500 mil hectares para produção agrícola nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Cuando e Cubango.

Isaac dos Anjos destacou ainda iniciativas complementares, como a criação de fazendas de pecuarização para o maneio de fauna selvagem e a valorização de espécies nativas, com potencial para a produção de óleos essenciais e geração de rendimento para as comunidades.

O projecto conta com o apoio de parceiros internacionais, entre os quais o Banco Africano de Desenvolvimento, o Plano Mattei de Itália, a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (FIDA) e o Banco Mundial, além de financiamento assegurado pelo Executivo angolano.

PUBLICIDADE