ÁGUA
Barragens do Ndue e do Calucuve entram em funcionamento em Julho próximo
01/06/2026 13h48
Luanda - As barragens do Ndue e do Calucuve, em construção no município do Cuvelai (província do Cunene), entram em funcionamento em Julho próximo, revelou esta segunda-feira, o Ministério da Energia e Águas em comunicado.
Com capacidade combinada superior a 300 milhões de metros cúbicos de água, as barragens vão beneficiar centenas de milhares de cidadãos, assim como gado, servindo como plataformas de desenvolvimento sustentável, geração de emprego, rendimento e novas cadeias de valor, no Sul de Angola.
De acordo com o comunicado, o Ministério da Energia e Águas, no quadro da implementação do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), continua a consolidar infra-estruturas estratégicas destinadas a garantir soluções sustentáveis para os desafios da seca nas províncias do Sul do país.
As barragens do Ndue e do Calucuve representam investimentos estruturantes de elevado impacto social, económico e produtivo, e vão reforçar a segurança hídrica, impulsionar a agricultura irrigada, fortalecer a actividade agro-pecuária e dinamizar as economias locais.
Os investimentos realizados no quadro do PCESSA têm igualmente impulsionado a criação de milhares de postos de trabalho directos e indirectos, da fase de construção das obras, ao surgimento de novas actividades económicas ligadas à agricultura, pecuária, comércio, logística, prestação de serviços e futura actividade aquícola.
O impacto económico das infra-estruturas estende-se a revitalização das economias locais, ao estímulo ao investimento privado, o aumento da produção nacional e a fixação das populações nas suas comunidades.
Os resultados alcançados pelo Canal do Cafu demonstram de forma clara o impacto transformador do PCESSA na vida das populações.
Recorde-se que, em Abril de 2022, o Presidente da República, João Lourenço, inaugurou o canal do Cafu, no Cunene, que está a impulsionar a produção agrícola, a pecuária, o abastecimento de água e o desenvolvimento económico local.
Actualmente, culturas de tomate, milho, frutas e produtos hortícolas estão a ser produzidas localmente em grande escala, e contribuem para a redução dos preços nos mercados, reforço da segurança alimentar e dinamização do comércio regional, incluindo para o mercado da Namíbia.
A disponibilidade contínua de água permitiu igualmente reduzir os impactos da seca nas comunidades, melhorar as condições de vida das populações e impulsionar o surgimento de novos negócios, investimentos privados e oportunidades de emprego para milhares de angolanos.
No seu comunicado, o Ministério da Energia e Águas dá conta que decorrem trabalhos técnicos, no município das Cacimbas, província do Namibe, para avaliar o potencial das represas de Mulovei Tchandjassica, Sukula e Upilameno para serem desenvolvidos projectos de aquicultura.
As avaliações preliminares apontam para elevado potencial aquícola nas represas, reforçando a visão estratégica do Executivo de transformar investimentos em água em activos produtivos multifuncionais, capazes de gerar riqueza, emprego juvenil, segurança alimentar e diversificação da economia local.
Os impactos do PCESSA são visíveis nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe, onde comunidades antes afectadas pela escassez de água vivem agora uma realidade marcada por maior estabilidade, dignidade e esperança, lê-se no comunicado.
Os projectos visam o desenvolvimento sustentável, coesão territorial, promoção do emprego e melhoria contínua das condições de vida das populações, com o reforço da segurança hídrica, da actividade produtiva, geração de oportunidades económicas e resiliência face aos efeitos da seca e das alterações climáticas.