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Governo reforça estratégia de produção alimentar em grande escala

Produção de cereais em Angola (Arquivo)Imagem: DR

08/06/2026 12h17

Luanda - O Governo está a desenvolver esforços significativos para impulsionar a produção alimentar em grande escala no país, envolvendo tanto o sector público quanto o privado, nacional e estrangeiro, anunciou, domingo, em Luanda,  o secretário de Estado para Agricultura, Castro Camarada.

Este pronunciamento, segundo o JA Online que cita a RNA, foi feito no âmbito do Dia Mundial da Segurança Alimentar, citado pela Rádio Nacional de Angola (RNA), tendo reconhecido que a produção interna ainda não atinge os números desejados, e que a importação de produtos alimentares tem sido uma alternativa para equilibrar a procura interna.

O governante lembrou que Angola importa, anualmente, entre 1,5 e 2 mil milhões de dólares em produtos como arroz, açúcar, carne de frango, trigo, óleo alimentar e derivados, muitos dos quais poderiam ser produzidos localmente.

“O consumo de carne de frango ultrapassa 300 mil toneladas por ano, sendo que uma parte relevante ainda é importada. O consumo de arroz situa-se entre 250 e 300 mil toneladas anuais, sendo 80 por cento coberto por importações”, afirmou.

Acrescentou que a procura por milho e soja para a produção de ração animal cresce a uma taxa superior a 10 por cento ao ano, reflectindo num grande mercado de oportunidades para investidores em produção, processamento, logística e armazenamento.

Castro Camarada explicou que a estratégia do Governo prioriza produtos que compõem a cesta básica, incluindo milho, arroz, soja, trigo, frutas tropicais, café, algodão, palmar, cacau, caju e cana-de-açúcar.

O objectivo é atender o mercado interno, quanto preparar o país para futuras exportações.

“O Governo definiu cadeias produtivas estratégicas que permitirão não apenas reduzir a dependência de importações, mas também criar oportunidades económicas e fortalecer a segurança alimentar em Angola”, frisou.


 

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