PRODESI

Ministro ressalta impacto do PRODESI na promoção da produção nacional

Agricultura em AngolaImagem: DR

25/06/2026 12h34

Luau – O Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) consolidou-se como um dos principais instrumentos de execução da política económica do Governo para a promoção da produção nacional, industrialização e fortalecimento do empresariado angolano.

Este pronunciamento foi feito quarta-feira, pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui de Oliveira, durante a abertura do VI Conselho Consultivo da instituição, que decorre no município do Luau, província do Moxico Leste, sob o lema “Integrar, produzir e comercializar, caminhos para o crescimento sustentável “.

Informou, segundo a Angop, que no primeiro trimestre do presente ano, o crédito concedido ao abrigo do PRODESI registou um crescimento de 79% face ao período homólogo de 2025, tendo os desembolsos atingido cerca de 85,5 mil milhões de kwanzas.

Disse que não obstante o muito que ainda está por fazer, especialmente no que diz respeito ao crédito e financiamento ao sector produtivo, este indicador demonstra o reforço da confiança dos agentes económicos e do sistema financeiro na capacidade produtiva nacional.

Igualmente, representa novas unidades industriais, novas explorações agrícolas, novas oportunidades para micro, pequenas e médias empresas, mais emprego e maior capacidade produtiva para o país.

De acordo com o governante, o Executivo pretende com estes incentivos, aumentar a capacidade produtiva do país, gerar mais postos de emprego, sobretudo para a juventude.

Para Rui de Oliveira, os indicadores do mercado de trabalho demonstram que a transformação económica deve traduzir-se em oportunidades concretas para os cidadãos, na melhoria da sua condição social.

Deu a conhecer que no primeiro trimestre de 2026, a população empregada foi estimada em cerca de 9,56 milhões de pessoas, com uma taxa de emprego de 42,3% e a desemprego a situar-se em 21,3%.

De acordo com o ministro, a Indústria e o Comércio têm aqui um papel decisivo, pois que “cada unidade industrial que abre ou se expande, cada produtor que encontra mercado, cada comerciante que se formaliza, cada corredor logístico que funciona melhor e cada micro, pequena ou média empresa que acede a financiamento e assistência técnica, representa mais rendimento, mais emprego, mais inclusão e mais desenvolvimento”.

Entre as medidas do Executivo para alavancar os dois sectores, destacou o Decreto Presidencial n.º 213/23, de 30 de Outubro, que estabelece mecanismos de incentivo à produção nacional e reforça as condições para o aumento da competitividade dos produtores angolanos.

Frisou, também, o Decreto Executivo n.º 393/25, que aprova regras de importação de produtos pré-embalados, contribuindo para uma melhor organização do mercado e para a valorização da produção nacional, integrando a cadeia de valor do empacotamento, ela própria geradora de sinergias baseadas na reciclagem, contribuindo para a geração de empregos e melhoria do ambiente.

Acrescentou que o Decreto Executivo n.º 130/26, de 27 de Maio, recentemente publicado, veio reforçar esta estratégia ao estabelecer que os operadores económicos licenciados para a importação de cinco produtos de amplo consumo (carne suína, carne de frango, arroz corrente branqueado, açúcar refinado e a tilápia), passem a adquirir junto de produtores nacionais o equivalente a, no mínimo, 20% das quantidades que pretendam importar junto de produtores nacionais.

Disse que trata-se de uma medida estruturante, ao garantir mercado para a produção nacional, promovendo investimentos, emprego, rendimento, industrialização e crescimento económico

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