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Balança comercial registou em Maio saldo positivo de 1,07 bilião kwanzas

Terminal de contentores
Terminal de contentores Imagens: ANGOP

Redacção

Publicado às 08h55 02/07/2026 - Actualizado às 08h55 02/07/2026

Luanda - A balança comercial de Angola registou, em Maio de 2026, um saldo positivo de 1,07 biliões de kwanzas, o que representa um crescimento face aos 986,16 mil milhões contabilizados no período homólogo.

Este desempenho favorável foi impulsionado pelo comportamento do preço médio do petróleo bruto, o principal produto de exportação do país..

Segundo o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), disponibilizado, quarta-feira, na página institucional na internet, no quinto mês deste ano, registou-se um aumento de 21,43 por cento das exportações de bens e 32,29 por cento das importações de bens, comparativamente ao período homólogo.

Em relação ao mês passado, as exportações tiveram uma redução de 20,93 por cento e as importações de bens um aumento de 22,29 por cento.

Os principais países de destino das exportações de bens, durante o período em análise, foram a China com 56,50 por cento, Indonésia (8,58), Índia (8,06), Espanha (7,60) e Itália (4,41) em relação ao valor total.

Para as importações de bens, os principais países de origem foram Togo com 16,65 por cento, China (16,38), Países Baixos (8,31), Portugal (7,23) e Arábia Saudita (6,85) em relação ao valor total.

Em Maio, os países de destino com maior aumento nos valores transacionados nas exportações de bens em relação ao período homólogo foram: Estados Unidos da América, Itália e Espanha. Por outro lado, os países de origem que registaram maior aumento nas importações de bens foram: Togo, Arábia Saudita e Países Baixos.

Bens exportados e importados

De acordo com o relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pelo JA Online, constata-se que, durante o período em análise, nas exportações de bens, os principais grupos de produtos foram petróleo, combustíveis e gás com 92,78 por cento e pérolas, pedras e metais preciosos, bijuterias com 3,78 por cento em relação ao valor total.

Nas importações de bens, os principais grupos de produtos foram petróleo, combustíveis e gás (refinados) com 37,60 por cento, Máquinas e aparelhos (17,93), produtos alimentares (8,78), veículos e outros meios de transporte (7,55) e produtos químicos e farmacêuticos (7,27) em relação ao valor total.

No período em referência, os grupos de produtos com maior aumento no valor das exportações de bens em relação ao período homólogo foram os metais comuns, outros produtos e máquinas e aparelhos. Por outro lado, nas importações de bens foram o petróleo, combustíveis e gás (refinados), Veículos e outros meios de transporte e produtos alimentares.

Dados do I trimestre

O país registou um crescimento de 12,3 por cento nas exportações de bens no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo aumento de 21,9 por cento das receitas do petróleo bruto, enquanto as importações recuaram 17,1 por cento e as compras externas de bens alimentares diminuíram 29,2 por cento.

Os dados constaram do Relatório sobre a Origem e o Destino das Divisas e o fluxo da moeda estrangeira, apreciado, recentemente, durante a 1.ª Reunião Ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Chefe de Estado, João Lourenço.

O documento do sector bancário, citado no Portal do Governo de Angola, indicou ainda que as Reservas Internacionais encerraram o primeiro trimestre do ano com uma posição de 15,9 mil milhões de dólares.

 

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