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Aliança para a Inclusão Financeira apoia Angola

Participantes na Reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AFPI)
Participantes na Reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AFPI) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h49 13/07/2026 - Actualizado às 12h49 13/07/2026

Luanda - A taxa de inclusão financeira em Angola, que cresceu nos últimos anos de 30% para os actuais 51,7%, continuará a contar com o apoio de instituições africanas.

O objectivo, segundo notícia do JA Online, é alcançar a meta de 65% estabelecida pelo Executivo até 2027, um compromisso estratégico voltado para o fortalecimento do sistema económico e social do país.

A garantia foi dada pelo director da Aliança para a Inclusão Financeira (AFI), Alfred Hanning, no encerramento da 15.ª Reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AFPI), realizada nos dias 9 e 10, em Luanda.

Alfred Hanning realçou que a Aliança para a Inclusão Financeira (AFI) acompanha a evolução de Angola e vê, com bastante satisfação, o crescimento da taxa actual para níveis acima dos 50 por cento.

A Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, que Angola já implementa, prevê atingir a meta de 65 por cento até ao final do próximo ano.

A AFI é a principal rede mundial de bancos centrais e reguladores financeiros focada em políticas de inclusão.

A reunião de Luanda permitiu conectar e reforçar a acção do Banco Nacional de Angola e mais de 85 instituições de 75 países comprometidos com o alargamento do acesso aos serviços financeiros, como crédito e poupanças, além de outras acções concorrentes ao desenvolvimento socioeconómico.

Mais de 30 bancos centrais, instituições financeiras e reguladores do sector discutiram soluções para o aumento da inclusão financeira em África e em cada Estado.

Integração africana

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, garantiu, durante a sua intervenção no certame, que a cooperação entre os bancos centrais será determinante para acelerar a integração financeira africana.

De acord com o responsável, esta sinergia vai facilitar os pagamentos transfronteiriços, estimular a inovação responsável e reforçar a confiança dos cidadãos nos sistemas financeiros.

Os desafios estruturais actuais, que abrangem a inclusão financeira, a digitalização, a cibersegurança, as alterações climáticas e o financiamento do desenvolvimento — ultrapassam fronteiras e exigem uma resposta colectiva, coordenada e sustentada, reforçou o responsável.

No que respeita a Angola, o responsável realçou a existência da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, lançada em 2025.

O instrumento constitui um compromisso nacional de longo prazo, assente numa abordagem coordenada, multissectorial e orientada para resultados, envolvendo instituições públicas, o sector financeiro, operadores de pagamentos e parceiros de desenvolvimento.

 

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