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PIB angolano cresce 5,32 por cento no primeiro trimestre de 2026

Sede do Banco Nacional de Angola (BNA), em Luanda
Sede do Banco Nacional de Angola (BNA), em Luanda Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h55 15/07/2026

Luanda - O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola registou um crescimento de 5,32 por cento, no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pela contribuição positiva da actividade económica no sector não petrolífero, que cresceu 6,22 por cento.

Manuel Tiago Dias falava em conferência de imprensa, no final da centésima trigésima reunião do Comité de Política Monetária, que decorreu nos dias 13 e 14 do corrente mês, em Malanje.

Disse que o sector petrolífero registou uma redução de 0,21 por cento, reconhecendo queesta tendência está em linha com as estimativas do BNA, com base no indicador mensal da actividade económica, que aponta para um crescimento acumulado de 4,09 por cento, no primeiro semestre de 2026, com realce para o sector não petrolífero, que se fixou em 4,4 por cento.

Na inflação, o índice de preços no consumidor mensal fixou-se em 0,52 por cento, em Junho último, inferior a observada em Maio (0,53 por cento), o que reflecte a desaceleração dos preços na classe de alimentação e bebidas não alcoólicas, de 0,68 para 0,64 por cento.

Recordou que houve ajustes de preços do gasóleo, em cinco por cento, das tarifas de electricidade (10 por cento) e nos serviços de transportes públicos ferroviários urbanos e suburbanos (50 por cento).

Referiu que a taxa de inflação homóloga manteve a sua trajectória descendente, situando-se em 10,11 por cento, o que reflecte uma desaceleração generalizada em todo o território nacional.

Precisou que 10 províncias do país registaram taxas de inflação de um dígito, com destaque para o Huambo (7,53 por cento), Lunda Norte (7,65), Cunene (7,75) e Cuanza Norte (7,88), além de Luanda, que também entrou neste patamar ao fixar-se em 9,96 por cento.

No domínio monetário, frisou que a base monetária em moeda nacional expandiu 5,69 por cento em Junho, o que levou as variações acumulada e homóloga para 3,91 e 20,97 por cento, respectivamente.

Acrescentou que este crescimento homólogo resultou da regularização de atrasados de 2025 a empresas, efectuada pelo Tesouro Nacional, durante o segundo trimestre de 2026.

Frisou que o saldo do crédito à economia em moeda nacional situou-se em 7,27 biliões de kwanzas, em Junho, um crescimento de 0,41 por cento (29,4 mil milhões de kwanzas), em termos absolutos comparativamente ao mês anterior.

Em termos acumulados, o crédito contraiu 1,72 por cento, enquanto em termos homólogos expandiu 12,5 por cento.

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