Economia

Economia


PUBLICIDADE

Angola prevê produzir mais de 80 mil toneladas de peixe até 2030

Angola prevê produzir mais de 80 mil toneladas de peixe até 2030
Angola prevê produzir mais de 80 mil toneladas de peixe até 2030 Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h06 19/07/2026

Huambo – O director nacional da Aquicultura, António Sanda Onde, afirmou, esta sexta-feira, no Huambo, que Angola está a trabalhar para produzir, até 2030, mais de 80 mil toneladas de peixe para contribuir no reforço da segurança alimentar.

O responsável falava à imprensa, no final do I fórum de Aquicultura em Águas Interiores, numa iniciativa da Associação provincial de Aquicultores, decorrido numa das fazendas locais, sob o lema “Aquicultura no Huambo: produção e sustentabilidade”.

Afirmou que, conforme os dados disponibilizados, a aquicultura em Angola está a evoluir e precisa ser consolidada, até 2030, quando os números apontam para 35 mil produzidas em 2025.

“Nos últimos anos tínhamos uma produção de duas mil e 339 toneladas, em 2022, que subiu para 10 mil 538, em 2023, 22 mil e 47, em 2024, e 35 mil, em 2025”, referiu.

Encorajou a província do Huambo a ser um dos pólos importantes de aquicultura no país, a exemplo do Cuanza-Sul, que regista números satisfatórios de produção.

Disse que estão a criar estratégias para resolver o problema da ração, com medidas incluídas no Plano de Desenvolvimento Nacional 2027-2030, para uma produção sustentável.

Quanto ao evento, António Onde disse que serviu para reforçar a estratégia do Executivo em fomentar a aquicultura, para garantir a segurança alimentar e a criação de mais empregos, bem como assegurar a diversificação económica e a renda das famílias.

Por sua vez, o director do gabinete da Agricultura, Pecuária e Pescas da província do Huambo, João Lara, disse que a aquicultura na região possui muitos desafios, atendendo às limitações financeiras, acesso aos insumos de qualidade, escassez de assistência técnica, dificuldades de comercialização e a capacitação dos produtores.

Afirmou que a província do Huambo possui recursos hídricos, clima favorável e empreendedores capazes de transformar a aquicultura numa actividade geradora de emprego, rendimento e segurança alimentar.

Acrescentou que a aquicultura representa mais do que a produção de peixe, uma ferramenta de combate à pobreza, de criação de oportunidades para os jovens e mulheres, de diversificação económica e de promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

O presidente da Associação local de Aquicultores, Miguel Vasco, disse que a área tem potencial para impulsionar o desenvolvimento económico e social desta região, numa altura em que o país procura diversificar a economia, fortalecer a segurança alimentar, gerar emprego e novas oportunidades de rendimentos.

Considerou fundamental a promoção de espaços de diálogo, que aproximem o Governo, instituições públicas, produtores, academia, empresários e outros parceiros estratégicos, com foco no desenvolvimento da actividade.

Participante do fórum, o aquicultor Faustino Chinduco disse que a prática está em ascensão na província do Huambo e precisa ser mais explorada, apesar das dificuldades de aquisição da ração, que é mais disponibilizada em Luanda, capital do país, a um preço elevado do mercado, o que obriga os produtores a criarem a ração caseira, que nem sempre é sustentável.

Angola possui uma vasta rede hidrográfica, com 77 bacias catalogadas e enormes recursos, para o desenvolvimento da aquicultura, sobretudo a produção da tilápia (cacusso).

%MCEPASTEBIN%

PUBLICIDADE